quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dedo em gatilho


A tenosinovite estenosante, também conhecida como “dedo em gatilho”, é uma condição caracterizada por dor no trajeto dos tendões fl exores, na região do túnel osteofibroso, associada à dificuldade ou travamento do movimento dos dedos ou polegar, que podem permanecerem posição de flexão. O paciente, ao realizar a
extensão do dedo ou polegar, apresenta um ressalto semelhante ao disparo de um gatilho, que é pressionado até o disparo. Nas tenosinovites estenosantes graves o
dedo pode permanecer travado em posição de flexão.
A tenosinovite estenosante é causada por um estreitamento relativo do sistema de polias e túneis, que abrigamos tendões flexores na região distal da palma da
mão e região palmar dos dedos. Pessoas que trabalhamem atividades manuais de esforço ou em atividades que exijam atividade manual de preensão repetitiva são mais susceptíveis a desenvolverem essa afecção. A tenosinovite estenosante é mais comum nas mulheres do que nos homens e ocorre, também, com maior freqüência, nos pacientes diabéticos, portadores de nefropatias, hipotireoidismo e outras endocrinopatias.

A causa do dedo em gatilho é o estreitamento relativo do túnel osteofi broso (bainha flexora) que circunda os tendões no dedo afetado. Há um processo inflamatório ou proliferativo da sinovia que reveste o sistema de polias do túnel osteofibroso e tendões flexores. Essa tenosinovite provoca uma alteração na relação conteúdo (continente no túnel osteofibroso que gera atrito, perpetuação do processo infla- matório, dificuldade de deslizamento dos tendões flexores no túnel osteofibroso, travamento, dificuldade de movimentação, dor e incapacidade funcional). O atrito piora e mantém o quadro inflamatório e gera o aparecimento do nódulo tendinoso.
Em situações de processo inflamatório ou proliferativo sinovial mais intenso, como na artite reumatóide, pode haver comprometimento grave do mecanismo de deslizamento dos tendões no túnel osteofibroso e restrição do deslizamento tendinoso. O dedo pode se apresentar com o movimento comprometido e deformidade em flexão e o processo inflama tório crônico pode gerar aderências tendinosas e fibrose na região do túnel
osteofibroso.