sábado, 21 de maio de 2011

Trânsito

Respostas

Como pode ser feito esse material espaçador?
Respostas:
1) Wilhelm Roentgen descobriu os raios X.

2) A ampola na forma de pêra foi desenvolvida por William Crookes.

3) Roentgen pesquisava o tubo de raios catódicos e percebeu um efeito luminoso numa placa de material fluorescente de cianeto de bário. A partir desse efeito, descobriu os raios X.

4) O átomo é a menor partícula da matéria e é formado por prótons, nêutrons e elétrons.

5) Os raios de frenagem são resultantes da interação do elétron de um átomo com o núcleo de outro átomo; ou seja, é quando os elétrons de um átomo se chocam com os prótons de outro átomo, gerando energia, alta, baixa e fótons (os raios X).

6) Os raios característicos são resultantes de saltos orbitais dos elétrons nas diferentes camadas da eletrosfera.

7) Manuel de Abreu foi o criador da abreugrafia, que é um exame radiológico do pulmão.

8) Henrique Dodsworth foi o primeiro a incorporar a radiologia à clínica e que afirmou que os raios X não erram. Quem erra é o médico, que não sabe interpretar.

9) Álvaro Alvim foi o primeiro a instalar um aparelho de raios X no Rio de Janeiro e a radiografar o caso de xilófagas no mundo.

10) José Maria Cabello foi professor de radiologia da Casa de São Paulo e o primeiro Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia.

11) Feres Secaf foi professor da Escola Paulista de Medicina e Ex-Presidente do Colégio Brasileiro e da Sociedade Paulista de Radiologia.

12) O efeito de Bremsstrahlung ocorre quando um elétron acelerado tem a sua trajetória repentinamente frenada devido ao efeito da positividade do núcleo atômico.

13) O efeito fotoelétrico é um processo pelos quais os elétrons de condução em metais e em outras substâncias absorvem energia do campo eletromagnético e escapam da substância.

14) A abreugrafia foi inventada por Manuel de Abreu e consiste num tipo de radiografia que registra a fotografia da imagem do tórax na tela radioscópica.

15) O vácuo na ampola de vidro tem pó objetivo impedir qualquer tipo de bloqueio no trajeto dos elétrons até o anodo para gerar os raios X.

16) Os raios X são produzidos a partir da desaceleração do elétron em sua trajetória devido à positividade do núcleo do átomo. Uma parte da energia cinética torna-se energia alta, outra parte torna-se energia baixa e a energia residual produz os raios X.

17) O primeiro a incorporar a radiologia à clínica médica foi Henrique Toledo Dodsworth.

18) A descoberta da radioatividade do Tório é mérito do casal Pierre e Marie Curie.

19) Aparelhos fixos são aqueles que possuem o anodo giratório. Exemplo: aparelhos de exames ambulatoriais.

20) A radiografia não é eficiente para visualizar tecidos moles porque estes deixam a radiação passar quase que completamente e não criam bons contrastes. Para este tipo de exame, o melhor método é a tomografia computadorizada.

21) Os raios catódicos são os elétrons em seus níveis orbitais. Eles dão origem aos raios X.

22) O primeiro a radiografar as xilófagas e a instalar o primeiro aparelho de raios X foi Álvaro Alvim.

23) A luz tem uma velocidade em torno de 300.000km/segundo.

24) Os aparelhos móveis ou transportáveis são aqueles cujo anodo é fixo. Exemplo: aparelhos usados em exames de CTI e Centro Cirúrgico.

25) O efeito Compton é o fenômeno que ocorre no átomo, onde um elétron passa parte de sua energia para outro elétron.

26) O efeito Pósitron é o fenômeno que explica a transformação de um elétron em 2 cátions e 1 ânion.

27) Radiação corpuscular é toda aquela que é gerada a partir do núcleo do átomo; também chamada de radiação nuclear. Um exemplo são as radiações alfa e beta.

28) Radiação eletromagnética é toda aquela que é produzida a partir de ondas eletromagnéticas. Um exemplo são as radiações gama e os raios X.

29) Radioatividade é a geração de radiação ou energia nuclear a partir do choque entre os átomos.

30) O elemento paralisador da emissão de nêutrons é a água.

31) As radiações geradas por eletromagnetismos são as energias gama e os raios X.

32) O tubo de raios X é um diodo de alta tensão e alto vácuo.

33) Os componentes do tubo de raios X são: catodo, anodo, tubo de vidro (ampola), rotor (tubo giratório) e o cabeçote (carcaça do tubo).

34) O catodo é a fonte de elétrons livres em um tubo de RX, com um filamento, que é feito de tungstênio.

35) O mA é a medida responsável pela corrente do aparelho.

36) Os focos são produzidos a partir de um circuito de baixa voltagem, gerador de tensão que provê a corrente para o filamento; Este filamento é aquecido até 280ºC; isso faz com que aumente a velocidade dos elétrons, fazendo-os escapar de suas órbitas, transformando-os numa nuvem de elétrons livres; a partir daí, são montados 2 filamentos diferentes: o foco grosso e o foco fino.

37) O foco grosso é utilizado para curtas exposições e imagens de baixa resolução (ossos). O foco fino é utilizado para imagens de alta resolução (órgãos).

38) KV é a medida de energia utilizada para a realização de um exame radiológico, em kilovolts.

39) Não há diferenças entre partículas e radiação alfa e beta.

40) Goniômetro é um aparelho que tem a função de encontrar os graus, em ângulos, para o exame radiológico.

41) Espessômetro é uma peça que tem a função de determinar a quantidade de KV a ser utilizada num exame radiológico.

42) O vidro pirex resiste a altas temperaturas, sua composição = 67% de SiC e 23% de B2O3, a ampola tem uma janela composta de Berílio.

43) A composição do vidro pirex é: 67% de SiC e 23% de B2O3, onde Si = silício, C = carbono, B = berílio, O = oxigênio.

44) A janela de vidro é composta de Silício, carbono, berílio e oxigênio.

45) Os raios X se originam no foco anódio e se projetam em todas as direções. A radiação que sai do cabeçote espalha-se por áreas.

46) Todas as possíveis falhas estão relacionadas com a característica do tubo: quando a temperatura do anodo é muito alta, ocorrem perfurações no anodo; pode haver também a inutilização do anodo durante elevadas exposições. É necessário utilizar o óleo isolante térmico.

47) O efeito anódio consiste na maior concentração de energia no lado do catodo. Como conseqüência, a intensidade dos raios X no lado catódico é menor do que no lado anódico.

48) Para que haja maior qualidade técnica do exame radiológico é necessário: a) colimação precisa da região a ser radiografada; b) aumentar o KV para exames no bucky; c) manter o mAs para não expor o paciente.

49) A borda inclinada do anodo serve para gerar o efeito anódio.

50) O isolamento do cabeçote garante uma maior vida útil da ampola. Além disso, proteger o técnico da radiação.

51) O óleo é um isolante térmico que fica na parte externa do tubo de raios X. Ele quebra a estabilidade da corrente e resfria o tubo.

52) Efeito talão é o mesmo que efeito anódio.

53) O gerador de raios X fornece energia elétrica para o tubo e permite a seleção de mA (energia dos RX), KVp (quantidade de RX) e mAs (tempo de exposição).

54) Os RX são produzidos quando elétrons acelerados interagem com a matéria. Assim, uma porção de energia cinética dos elétrons é convertida em radiação eletromagnética.

55) O efeito Edison é o aquecimento que causa a emissão de um elétron.

56) Eles interagem com o alvo através de uma porção de energia cinética dos elétrons, convertida em energia eletromagnética.

57) O efeito Forest é a aceleração dos elétrons pela grande potência do catodo (pólo negativo) para o anodo (pólo positivo).

58) A seleção da força do ponto focal e a capacidade de carga do gerador de RX devem ser igualadas às necessidades clínicas da imagem.

59) O transformador é um aparelho empregado para transferir a corrente elétrica e gerar uma alta voltagem contínua.

60) Eles operam apenas com correntes elétricas e em forma de ondas para ambos os lados.

61) A função do transformador é gerar uma alta voltagem contínua.

62) Os transformadores são classificados em:
- elevadores: têm enrolamentos na bobina secundária e
aumentam a voltagem de saída.
- isoladores: têm o mesmo número de enrolamentos nas bobinas
primária e secundária.
- redutores: têm uma proporção maior em enrolamentos nas
bobinas e têm a função de reduzir a voltagem de saída.

63) Radiação dispersa é o mesmo que radiação secundária, que é formada pelos raios que não atravessam o objeto radiografado.

64) Quando os raios X se chocam contra o objeto, alguns atravessam e outros são absorvidos. Os raios que atravessam irão formar a imagem radiológica.

65) Os raios primários são aqueles que atravessam o objeto radiografado e formam a imagem radiológica.

66) Os raios secundários são aqueles que não atravessam o objeto a ser radiografado e sim absorvidos pela matéria ou dissipados pelo meio ambiente.

67) A principal fonte de radiação dispersa é a parte do paciente que se irradia, pois se relaciona diretamente com o volume de matéria irradiada.

68) Podemos reduzir a radiação dispersa através do limite do feixe primário, que deve estar o tamanho e forma da área de interesse a ser diagnosticada.

69) O spott filme abrange uma área pequena na qual o técnico irá demarcar uma parte precisa a ser trabalhada.

70) Diafragma consiste em lâminas de chumbo com aberturas circulares ou retangulares colocadas perto da janela do tubo.

71) Desenfoque de grade consiste no posicionamento onde o ponto focal do tubo coincida com o ponto focal da grade e que seu raio central atravesse o centro da grade perpendicularmente.

72) Potter Bucky é uma bandeja que ajuda a dissipar a radiação secundária.

73) As grades consistem num dispositivo composto de tiras alternadas de chumbo, envolvidas em capas protetoras, que absorvem a radiação dispersa.

74) O material espaçador é útil para uma baixa absorção de raios X. Os espaçadores transparentes permitem a passagem da maioria dos RX primários até o filme.

75) O material espaçador pode ser de fibra ou de alumínio.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Corrupção

Uma pausa no que nos interessa.


Presos 11 acusados de corrupção na prefeitura de Campinas


Agência Brasil



SÃO PAULO - A polícia prendeu nesta sexta-feira (20) 11 pessoas acusadas de corrupção na prefeitura de Campinas. O vice-prefeito, Demétrio Vilagra e os secretários municipais Francisco de Lagos Viana Chagas (Comunicação) e Carlos Henrique Pinto (Segurança Pública) estão entre os acusados.

Os três tiveram tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça e são considerados foragidos. Eles não foram localizados durante a operação do Ministério Público (MP). Além deles, foi decretada a prisão de seis suspeitos que estão foragidos.


Segundo o MP, as prisões são resultado de investigações sobre um esquema de fraudes em concorrências e contratação de serviços pela Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), empresa de saneamento de economia mista controlada pela prefeitura de Campinas.


O Ministério Público não deu mais detalhes sobre a operação e nem sobre o valor movimentado pelos acusados, mas informou que uma grande quantidade de dinheiro, além de computadores, documentos digitais e papéis foram apreendidos.


Em Campinas foram presos o diretor da Sanasa Aurélio Cance Junior e os empresários Ricardo Cândia, Valdir Carlos Boscatto e Gregório Vanderlei Cerveira. Nas cidades de Jundiaí, Vinhedo, Jaguariúna e São Paulo também foram presos os empresários João Carlos Ibrahim Gutierrez, Marcelo Quartim Barbosa de Figueiredo, Luiz Arnaldo Pereira Mayer, Pedro Luiz Ibrahim Hallack, João Tomás Pereira Junior, Alfredo Ferreira Antunes e Augusto Ribeiro Antunes.


Estão foragidos os empresários Gabriel Ibrahim Guttierrez, Dalton dos Santos Avancini, Ivan Goretti de Deus, Emerson Geraldo de Oliveira, José Carlos Cepera e Maurício de Paulo Manduca.


De acordo com o MP, Oliveira, Cepera e Manduca já estiveram presos em outubro do ano passado por participação no comando de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo prefeituras e empresas públicas nos estados de São Paulo e no Tocantins.


A Agência Brasil tentou contato com a Sanasa, mas não obteve sucesso. A prefeitura de Campinas informou que o prefeito da cidade, Hélio de Oliveira Santos, vai se pronunciar por meio de seu secretário jurídico, mas até o momento o pronunciamento não ocorreu.

************************************************************************************


OPINIÃO EPTV - Campinas acordou e a casa caiu
.


Campinas acordou cedo nesta sexta-feira. A casa havia caído! Centenas de policiais iniciavam a execução dos mandados judiciais para efetuar a prisão de 20 pessoas envolvidas nos escândalos de corrupção da Administração Municipal. 20 de maio de 2011,um dia histórico para a nossa cidade, que desde a sua fundação não viu algo semelhante.

Após quase 8 meses de investigações do Ministério Público, coordenadas por um jovem promotor e tendo sido aceita a denúncia resultante desse importante trabalho por um também jovem juiz, a nossa Campinas pode sonhar com o início de novos períodos na gestão da cidade.

Entre os diversos presos levados pelos camburões da Polícia Civil, o Sr Ricardo Cândia,o RC,o homem que chegou na cidade como um administrador público da confiança do Prefeito e tornou-se um operador dos negócios do grupo. Entre os foragidos, os dois mais próximos Secretários do Prefeito. O de Comunicação, Francisco de Lagos e o de Segurança,Carlos Henrique Pinto.A Secretária-Chefe de Gabinete e esposa do Prefeito Dr Hélio, a toda poderosa Dra Rosely só não foi presa por força de um habeas corpus preventivo. O vice-prefeito Demétrio Vilagra também teve a sua prisão decretada, mas não pode ser considerado um foragido por estar em oportunas férias no exterior.

Chegou a hora da verdade. Definitivamente Campinas não é Corumbá. A invasão de tantos personagens de comportamentos estranhos na Administração Municipal resultou na investigação do Ministério Público que teve legitimidade para representar os interesses da população. Hoje, com interesse, a população viu uma outra invasão: a dos policiais seguindo uma ordem judicial que, no mínimo, serve de exemplo às gerações futuras que o crime não compensa.

Incrível notar a inércia do Prefeito Dr Helio. Isolado e incapaz de uma única palavra esclarecedora da situação constrangedora em que se encontra: sua esposa e articuladora maior do governo impedida de ser presa por mandado preventivo e seus dois principais secretários foragidos da Polícia. Incrível ainda continuarem em seus cargos. A cidade não merece!! Desde o início da crise, nosso Prefeito não realizou qualquer defesa, não afastou nenhum acusado, não tentou ao menos liderar o seu grupo. Imaginar que a Dra Rosely voltou de uma licença médica com uma desastrosa entrevista e seguiu a vida normalmente, assim como o Sr de Lagos, o Sr Carlos Henrique, o Sr Cândia. Fica difícil imaginar que fizeram tão pouco da população de Campinas e que se basearam apenas na blindagem que a base do Prefeito na Câmara Municipal parecia garantir.

Se até hoje as denúncias nada apontaram contra o Prefeito, seu silêncio transmite à população o seu rabo preso com os encarcerados e foragidos. Teve ele o devido tempo para restaurar sua autoridade e não o fez. A Câmara Municipal parece agora mais sensível aos fatos tristes e notórios e já criou uma comissão para acompanhar de perto todas as denúncias. Entre a blindagem ao Prefeito ou o instinto de preservação dos vereadores,lembre-se que o ano que vem será de eleições.

Da nossa parte, continuaremos a cumprir o nosso dever. Informando a população o que fizemos desde o início das investigações, muitas vezes de forma exclusiva, com isenção e responsabilidade. É a nossa maneira de fazer jornalismo, acreditando que nossa audiência e nossos leitores merecem a absoluta verdade, que ajuda a construir uma grande cidade.



********************************************************************************

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Questões

Respostas daqui a dois dias, ok.


01. Quem foi Wilhelm Roentgen?
02. Quem desenvolveu uma ampola igual a uma pêra?
03. O que aconteceu em 08 de novembro de 1895?
04. O que você entende por átomo?
05. Defina raios de frenagem.
06. Defina raios característicos.
07. Quem foi Manuel de Abreu?
08. Quem foi Henrique Dodsworth?
09. Quem foi Álvaro Alvim?
10. Quem foi José Maria Cabello?
11. Quem foi Feres Secaf?
12. Descreva o efeito Bremsstrahlung.
13. Descreva o efeito fotoelétrico.
14. O que é e quem inventou a Abreugrafia?
15. Qual a finalidade no vácuo na ampola de vidro?
16. Como são produzidos os raios-X?
17. Quem foi o primeiro a incorporar a radiologia à medicina?
18. Quem descobriu a radioatividade do tório?
19. O que são aparelhos fixos?
20. Por que a radiografia comum não é eficiente para visualizar tecidos moles?
21. O que são raios catódicos?
22. Quem foi que radiografou o caso das xilófagas e instalou o 1º aparelho de raios X?
23. Qual a velocidade da luz?
24. O que são aparelhos móveis ou transportáveis?
25. O que é efeito Compton?
26. O que é efeito Pósitron?
27. O que é radiação corpuscular?
28. O que é radiação eletromagnética?
29. No que consiste a radioatividade?
30. Qual elemento paralisa a emissão do nêutron?
31. Quais radiações são geradas por eletromagnetismo?
32. Descreva o tubo de raios X?
33. Quais os principais componentes do tubo de raios X?
34. O que é catodo?
35. O que é mA?
36. Como é produzido o foco fino e o foco grosso?
37. Quando cada foco é utilizado?
38. O que é KV?
39. Qual a diferença entre partícula e radiação Alfa e Beta?
40. O que é Goniômetro?
41. O que é Espessômetro?
42. Caracterize o Vidro pirex da ampola?
43. Como é expressa a composição do vidro pirex?
44. Qual a composição química da janela da ampola de vidro?
45. Qual a origem dos raios X e como se propaga a radiação?
46. O que pode causar falhas no tubo de raios X?
47. O que é efeito anódio?
48. Qual o procedimento para se obter uma maior qualidade técnica no exame radiológico?
49. Qual o fundamento da borda inclinada do anodo?
50. Qual a finalidade do isolamento do cabeçote (tubo)?
51. Qual a vantagem do isolamento do tubo?
52. O que é efeito talão?
53. No que consiste o gerador de RX?
54. Explique o Efeito de Edison.
55. Como os elétrons interagem com o alvo?
56. Defina Efeito Forest.
57. Correlacione força do ponto focal e a capacidade de carga do gerador RX.
58. O que é um transformador?
59. Como o Como o transformador opera?
60. Qual a função do transformador?
61. Como se classificam os transformadores?
62. O que é radiação dispersa?
63. Como se forma a imagem radiológica?
64. Como os RX atuam nos átomos dos objetos?
65. O que são raios primários?
66. O que são raios secundários?
67. Quais são as fontes de radiação dispersa?
68. Como podemos fazer a redução da radiação dispersa?
69. O que é spott filme?
70. O que é diafragma?
71. O que significa desenfoque da grade?
72. O que significa Potter Bucky?
73. O que são grades?
74. O que é material espaçador?
75. Como pode ser feito esse material espaçador?

Seios da face


Os casos mais difíceis de rino-sinusite crônica em crianças, usualmente são avaliados pelo CT , considerado exame padrão “gold standar” para um diagnóstico definitivo.Mas , segundo artigo publicado pelo European Annals of Allergy and Clinical Immunology o nosso tradicional raio-x de seios da face pode ser o primeiroexame solicitado pois o diagnóstico é preciso na maioria dos casos.

A sinusite crônica, condição que causa obstrução nasal, coriza, dor facial, cefaléia e eventualmente redução do olfato fica definida clinicamente quando se instala por um período de 12 semanas. Tratamento medicamentoso desta condição difere da rinite persistente, mas o diagnóstico diferencial muitas vezes não é tão simples.

Quando os exames de imagem são necessários para complementar a endoscopia rino-faríngea com fibra ótica, em geral são solicitados exames de CT ou RM (nota: essa é uma conduta prevalente no País de origem dos autores). As imagens produzidas por qualquer um destes métodos é superior aos raios x. O CT de seios paranasais prove resolução superior tanto na avaliação do tecido ósseo como de partes moles e diferencia eventuais superposições, eventualmente presentes no raio x. Imagens virtuais endoscópicas inclusive podem ser obtidas com a utilização de software 3D.

A vantagem da Ressonância, além da eliminar a exposição da criança à radiação, permite avaliação detalhada dos tecidos moles, o que auxilia a diferenciar e avaliar a extensão do processo inflamatório.Diferentemente do CT, consegue diferenciar diferentes opacificações sinusais.

Então, porque solicitar um RX de seios da face como primeiro exame? Qual a justificativa? É um exame muito barato, os aparelhos de raios X estão sempre disponíveis e , o mais importante, é possível realizar o diagnóstico na maioria dos casos, de acordo com o trabalho do Dr. Gualtiero Leo, alergista pediatrico no Hospital Infantil Buzzi e colegas.

Os autores encorajam e recomendam o uso do raio x de seios da face , ao contrario de outros especialistas.Os autores observaram que o European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps de 2007 justifica a recomendação do uso do CT devido à eventual falsos positivos do raio x.

Entretanto, Dr. Leo e colaboradores referenciaram três estudos recentes que comparam a acurácia do diagnóstico de sinusite realizado pela incidência de Waters convencional e o CT. O RX teve sensitividade que variou de 68% a 84,2 % e especificidade de 69 a 87%.

Em vista destes dados, a maioria das sinusites podem ser diagnosticadas pela incidência de Waters neste grupo. CT e Ressonancia podem diferenciar os 15% ou 25 % dos casos remanescentes que necessitem maior detalhamento.

Em 2010, o preço de um raio x simples na Itália gira em torno de 30 euros, comparado com 107 euros para um CT e 153 euros para uma ressonância. Com as diversas economias mundiais buscando reduzir custos em saúde, obter um raiox simples é uma conduta bastante sensata, concluem os autores.

Efeito talão

EFEITO DE TALÃO (efeito anódico)

Até este ponto assumiu-se que a intensidade de radiação na totalidade da área coberta pelo feixe que entra no paciente é constante. Isto não é verdade. Na realidade, há uma variação na intensidade devido ao ângulo no qual os raios X emergem a partir do material do ponto focal . Aqueles raios X que viajam em ângulos quase paralelos da face do ponto focal tendem a ter trajetos maiores, mais absorventes no material do ponto focal e também tem mais probabilidades de serem bloqueados por irregularidades da superfície do que a radiação que emerge em ângulos maiores da face do ponto focal. Esta variação em intensidade através do feixe dos raios X associada com o ângulo da emissão dos raios X do ponto focal é chamada de efeito de talão (efeito anódico). A intensidade do feixe diminue bastante a partir do raio central em direção ao extremo anódico do tubo e aumenta levemente em direção ao extremo catódico. O efeito de talão , efeito anódico, aumenta conforme o ângulo do ânodo diminui. O efeito de talão pode ser usado para obter densidade equilibradas em radiografias das partes do corpo que diferem em absorção. Por exemplo, em radiografias das vértebras torácicas, a área cervical fina deve receber a menor intensidade de radiação da porção do ânodo do feixe enquanto que a área grossa do peito deve ser exposto a uma radiação mais intensa da porção do cátodo do feixe. Devido a intensidade do feixe de raios X ser mais uniforme perto do raio central, o efeito de talão é menos notado quando só se usa a porção central do feixe, Este seria o caso quando a distância do receptor de fonte-imagem (SID), quer dizer, a distancia do ponto de foco-filme, é maior ou quando dispositivos limitadores de feixe reduzem a área do feixe de raios x, por exemplo, quando se expõe um filme pequeno.

Posições gerais do corpo

POSIÇÕES GERAIS DO CORPO

As oito posições gerais do corpo mais comumente usadas em radiologia são:
Decúbito dorsal
Deitado de costas, com a face anterior do corpo para cima.

Decúbito ventral
Deitado de frente, com a face anterior do corpo para baixo (a cabeça pode estar virada para um lado)

Ereta ou Ortostática ou Ortostase
Na posição vertical, em pé ou sentado com o tronco ereto.

Decúbito Lateral: Deitado de lado (lateral esquerda ou direita)

Trendelenburg
Uma posição de decúbito na qual a cabeça fica em um nível mais baixo do que os pés.

Posição de Sim (posição de semidecúbito ventral)
É uma posição de decúbito oblíquo em que o paciente se deita sobre o lado anterior esquerdo com a perna esquerda esticada e o joelho direito parcialmente fletido.

Posição de Fowler
É uma posição de decúbito em que o corpo é inclinado de forma que a cabeça esteja em um nível superior ao dos pés.

Posição de Litotomia
É uma posição de decúbito dorsal na qual os joelhos e o quadril ficam fletidos e a coxa abduzida e rodada externamente, apoiada pelo suporte para os tornozelos.

FATORES RADIOGRÁFICOS

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO:
O objetivo dos Técnicos em Radiologia não deve ser apenas fazer uma radiografia passável ou diagnóstica na qual estejam evidentes apenas alterações patológicas, mas produzir uma imagem ótima que possa ser avaliada por um padrão previamente definido por um conceito próprio.

DENSIDADE:
É grau de enegrecimento da radiografia processada, quando maior o grau de enegrecimento, maior o grau de densidade e menor a quantidade de luz que atravessará a radiografia quando colocada de frente a um negatoscópio.

CONTRASTE:
É a diferença de tons de cinza entre as densidades do filme. Constitui o fator que torna visíveis a forma e os detalhes das estruturas em estudo. Há duas variedades de contraste:
ESCALA LONGA – no qual há uma longa seqüência de tons, desde o quase branco até o quase preto, também é conhecido como escala de cinza”;
ESCALA CURTA – no qual há menor número de tonalidades entre o branco e o preto, produzindo radiografias brilhantes.

DETALHE:
É a fidelidade das imagens obtidas, as quais devem-se apresentar nítidas ao examinador. Verifica-se uma interdependência entre as três qualidades, as radiografias com densidade excessiva impede a absorção do contraste, e o detalhe será mal observado se contraste for de proporção excessiva (curto ou longo).
Portanto, no que diz respeito a visibilidade das imagens, o detalhe depende do contraste e o contraste depende da densidade.

domingo, 15 de maio de 2011

Dissecção de aorta


A dissecção aórtica se apresenta como um quadro clínico dramático, com altas taxas de mortalidade muitas vezes de difícil diagnóstico, podendo ser confundida com doenças cardiotorácicas, patologias abdominais agudas e síndromes neurológicas.
É necessário compreender a fisiopatologia dessa afecção para melhor tratamento e não custa lembrar, que a melhor forma de diagnosticar é suspeitar fortemente dessa emergência cardiovascular e que a sua abordagem é multidisciplinar.
A dissecção aórtica é um termo usado para definir a separação longitudinal e circunferencial da camada média da parede da aorta em extensão variável. O conteúdo de sangue contido nesse espaço recebe o nome de hematoma dissecante e em conseqüência da divisão da parede forma-se o lúmen verdadeiro e o lúmen falso. O verdadeiro está relacionado com a luz aórtica nativa. O falso tem a parede externa constituída pela média com adventícia e a parede interna é formada pela íntima e também por elementos da média. A parede interna da luz falsa forma o "flap" que separa a luz falsa da verdadeira.

Em grande número de pacientes é possível identificar a porta de entrada por onde se iniciou a dissecção parietal. Ademais, em alguns pacientes a luz falsa rompe para dentro da luz verdadeira, constituindo a porta de reentrada ou mesmo simplesmente reentrada. A dinâmica da dissecção está relacionada ao local de maior curvatura do vaso, ao impacto da onda de pulso e ao efeito de cisalhamento do fluxo sangüíneo sobre a parede.
O evento primordial na dissecção aórtica é a lesão seguida de rotura íntimo-medial por onde o jato sangüíneo penetra, separando as camadas. A sua localização inicial é mais freqüente na porção ascendente da aorta, seguido da aorta descendente após a emergência da artéria subclávia esquerda e, mais raramente, na aorta transversa e aorta abdominal.

Dependendo do local inicial da dissecção, pode haver progressão anterógrada, retrógrada ou mesmo em ambas as direções e ao seguir os planos de menor resistência adquire um sentido espiral. O acúmulo de sangue sob pressão na falsa luz pode determinar a sua dilatação aneurismática e por este mesmo mecanismo levar a compressão da luz verdadeira e até mesmo a sua obstrução. O progredir da dissecção pode tornar a valva aórtica incompetente em graus variáveis e qualquer ramo da aorta pode ser acometido por esse processo.

Classificações têm sido propostas e a mais conhecida delas é a de DeBakey, dividida em três tipos básicos:

Tipo I – a dissecção tem início na aorta ascendente e se estende para a descendente;
Tipo II – atinge apenas a aorta ascendente e;
Tipo III – na qual acomete apenas a aorta descendente. No entanto, o Tipo III é subdividido em
IIIa quando fica restrito à porção descendente torácica até o nível do diafragma e
IIIb quando avança até a aorta abdominal.

Uma outra classificação foi introduzida por Daly e colabs. da Universidade de Stanford, que denominou como Tipo A toda dissecção que acomete a aorta ascendente independente do sítio de entrada e como Tipo B apenas as dissecções restritas à aorta descendente. Essa classificação ficou usual na prática médica dada a sua simplicidade em estabelecer prognósticos e condutas.
É preciso destacar uma estratificação temporal da dissecção. Considera-se aguda nos primeiros 15 dias de evolução, subaguda até os primeiros dois meses e crônica após o segundo mês. Do ponto de vista clínico, é importante ressaltar estudos de necrópsia mostrando que 25% dos enfermos morreram nas primeiras 24 horas, 35% nas primeiras 48 horas e 70% em 14 dias, principalmente nas dissecções que envolvem a aorta ascendente.

A causa mais comum de óbito pode ser a ruptura da aorta para o saco pericárdico, para a cavidade pleural esquerda ou para o retroperitônio, na dependência do trajeto da dissecção. Outras causas de óbito envolvem a oclusão de ramos da aorta e como conseqüência grandes repercussões viscerais. Há, portanto, necessidade de reconhecimento precoce dessa entidade o que permitirá uma rápida e adequada terapêutica com mudança no prognóstico desta grave doença.

Do ponto de vista estatístico, 2.000 a 4.500 pessoas são acometidas e diagnosticadas anualmente na América do Norte, com uma incidência maior que o aneurisma abdominal aterosclerótico. É maior a incidência a partir da quinta década de vida e no sexo masculino.

Os fatores predisponentes são a hipertensão arterial em 75% dos casos, doenças congênitas do tecido conjuntivo como a síndrome de Marfan e menos freqüentemente a síndrome de Ehlers-Danlos, coarctação de aorta, valva aórtica bicúspide, osteogênese imperfeita, síndrome de Turner, gravidez, balão intraórtico e traumatismos.

O quadro clínico de apresentação pode ser dor torácica ou abdominal em 90% dos casos, hipertensão arterial, paresias de membros inferiores, dispnéia e hemoptise. O surgimento de choque cardiogênico, mesmo em diferentes graus, e insuficiência valvar aórtica é preocupante.

O diagnóstico é feito através de propedêutica clínica e a sua avaliação é possível através de vários métodos disponíveis, como radiografia convencional do tórax, ecografia transtorácica e transesofágica, tomografia computadorizada, angiografia contrastada e angiorressonância.É importante empregar vários métodos diagnósticos para afastar a possibilidade de falsos-negativos. Procura-se detalhar a localização, a extensão, o grau de acometimento valvar aórtico, se presente, dos vasos supraórticos, abdominais e membros inferiores.

O tratamento inicial é clínico em unidade de tratamento intensivo e não será motivo de descrição no presente informativo. As drogas mais utilizadas são o nitroprussiato de sódio, betabloqueador, analgésico, e além de outras em conformidade com cada caso. As dissecções do Tipo A que envolvem a aorta ascendente são eminentemente cirúrgicas. As dissecções do Tipo B também apresentam altas taxas de morbi-mortalidade principalmente, pela maior incidência em pessoas idosas, patologias associadas como a doença pulmonar obstrutiva crônica, aterosclerose coronária, disfunção renal e por vezes sinais de isquemia visceral abdominal.

Apesar do reconhecido avanço no tratamento cirúrgico, há relato de taxa de mortalidade superior a 50% nos procedimentos feitos com a presença de complicações ou em situações de urgência, com o agravante de que nos primeiros quinze dias as paredes da aorta estão friáveis à manipulação cirúrgica e que essa é a fase de maior mortalidade. Tradicionalmente, havia a tendência de ser feito tratamento clínico para o Tipo B, com boa evolução, ficando reservada a cirurgia para o momento de alguma complicação no período agudo ou subagudo, como a expansão da luz falsa, dor persistente, piora do quadro em geral, sinais de rotura, isquemia abdominal e de membros inferiores.

No entanto, os pacientes tratados clinicamente, que obtiveram evolução satisfatória, desenvolveram uma alta incidência de complicações tardias, motivo maior para se intervir cirurgicamente na fase crônica, quando já estão estabilizados.A descompressão do hematoma dissecante também pode ser conseguido através da punção e rasgadura do "flap" com cateter balão.
Através de uma incisão cutânea, com extensão aproximada de 7 cm, é feita a dissecção cirúrgica da artéria femural. Pela abertura da artéria é avançado um fio guia metálico até a raiz da aorta ascendente. Através desse fio metálico, que serve como guia, a endoprótese, montada num cateter,é introduzida e posicionada ao nível da porta de entrada de onde é liberada, permitindo, assim, ocluir a fenestração. Após controle Ecocardiográfico e Angiográfico retira-se o sistema liberador, a artéria e a pele são suturadas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

História da Radiologia

O PRIMEIRO RAIO X DO BRASIL FOI INSTALADO EM FORMIGA

Na edição de hoje, será lembrado um fato relacionado a Dr. José Carlos Ferreira Pires, responsável pela instalação do primeiro aparelho de Raio X no Brasil, em Formiga. Confira essa história:

Há 110 anos, foi registrada a criação de uma importante descoberta médica: o primeiro aparelho de raios X, desenvolvido por Wilhelm Conrad Roentgen, na Alemanha.

Passados pouco mais de dois anos, o médico brasileiro José Carlos Ferreira Pires já produzia as primeiras radiografias com finalidades diagnósticas da América do Sul, em Formiga, Minas Gerais.

O primeiro aparelho de raios X chegou ao País em 1897. Fabricado pela Siemens, o aparelho era rudimentar, com bobinas de Rhumkorff de 70 cm cada uma e tubos tipo Crookes.

Naquela época, Formiga não contava com eletricidade e para colocar o aparelho em funcionamento, era necessário alimentá-lo com baterias e pilhas Leclancher rudimentares de 0,75 HP.

Como os resultados não foram satisfatórios, Dr. Ferreira Pires decidiu instalar um motor fixo de gasolina que funcionava como um gerador elétrico.

Com ajuda da mulher, filhos, amigos e um manual de instruções, Dr. Ferreira Pires colocou o aparelho em funcionamento e, com chapas de vidro fotográfico, passou a produzir as primeiras radiografias.

A primeira chapa radiográfica, feita em 1898, foi de um corpo estranho na mão do então ministro Lauro Muller, um de seus primeiros clientes. Entre 1899 e 1912, Dr. Ferreira Pires adquiriu todos os tipos de tubos fabricados pela Siemens.

Na década de 50, após uma exposição do Departamento de Radiologia da Associação Médica de Minas Gerais, o aparelho foi enviado para o exterior, por falta de interesse das entidades governamentais em criar um museu histórico no País, naquela ocasião. Atualmente, o primeiro aparelho de raios X utilizado no Brasil encontra-se no International Museum of Surgical Science, em Chicago, nos Estados Unidos.

É necessário ressaltar que as observações e pesquisas do Dr. Ferreira Pires possibilitaram a publicação de muitos trabalhos em revistas científicas e congressos médicos. Contudo, foi na área de Radiologia e Radioterapia, por seu pioneirismo, em que publicou seus melhores trabalhos.

Dotado de privilegiada inteligência e incrível conhecimento médico, Dr. Ferreira Pires contribuiu e muito para o progresso da ciência no Brasil e no exterior. Após seu falecimento, em 1912, seus familiares mantiveram intactos seus consultórios com aparelhos de raios X e sua notável biblioteca.

Considerado um dos principais nomes da medicina brasileira, recebeu diversas homenagens. Em 1906, Dr. Pires recebeu a medalha de 1a classe de mérito científico e humanitário, no XV Congresso Internacional de Medicina em Lisboa, do qual foi membro. Recentemente, em 1998, em comemoração aos 100 anos da Radiologia Mineira, em Belo Horizonte, o Congresso Brasileiro de Radiologia foi dedicado à sua homenagem.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Formação do osso

Formação óssea: Existem as células progenitoras do osso ou seja, células que estruturam o revestimento ósseo, consideradas células de "reserva";
Osteoblastos, são células diferenciadas, resposáveis pela produção da matriz óssea e secretora de coágeno e substância fundamental amorfa que constitui o osso inicial não mineralizado;
Osteócito, que é a célula madura na matriz óssea, responsável pala manutenção óssea;
Osteoclastos, que são as células remodeladoras do osso.

O processo de formação do osso é complexo e consiste no desenvolvimento do osso, então, classificado como ossificação endocondral (fase de matéria precursora) ou intramembranosa, um processo mais simples.

1 - Ossificação intramembranosa

Processo de formação do osso a partir de células mesenquimais. Ocorre por volta da 8ª semana da gestação. Há um intenso processo de vascularização em torno das células mesenquimais, fazendo com que estas células se tornem maiores e mais arredondadas com modificações das formas eosinofílicas para basofílicas. Formados então, estas células, agora osteoblastos, começam a produzir colágeno e proteoglicanas da matriz óssea, e à medida que a matriz se enche, os osteoblastos se separam e formam o que denomina-se espículas ósseas que paulatinamente são calcificadas e prolongadas.


2 - Ossificação endoncondral
Este processo inicia-se com agregação de délulas mesenquimais no local futuro do osso, diferenciam-se em condroblastos, produzem matriz cartilaginosa com a forma do osso que futuramente irá ser formado no local. Há entre os processos a hipertrofia dos condrócitos comprimindo a matriz cartilaginosa, síntese de fosfatase alcalina. Por fim, os condrócitos morrem e os espaços antes ocupados pelas células agora formam cavidades que permitem a passagem de vasos sanguíneos.

Dentre os distúrbios relacionados ao osso, estão aqueles que sofrem interferência na formação estrutural do osso e isto depende completamente da homeostasia mineral óssea, renal, sanguínea e endócrina. A integridade óssea depende fundamentalmente de cálcio e de vitamina D. Não só isto, mas a regulação intestinal na absorção do cálcio é muito importante e um fator determinante para a homeostasia do mineral na corrente sanguínea. Outro fator é a regulação do cálcio pelos rins, que também se torna um importante determinante do metabolismo ósseo, além da importante contribuição do sistema endócrino, onde o PTH é o hormônio que regula criticamente a concentração do cálcio sanguíneo, juntamente com a vitamina D.
Uma explanação simplória inicia quando admitimos compreender que o cálcio é oferecido junto à nossa alimentação na quantidade aproximada de 1000 mg/dia e absorvido pelo intestino na quantidade aproximada de 300 mg/dia, ou seja 30% do cálcio ingerido é absorvido, nas regiões do duodeno e no jejuno proximal. A eficiência na absorção de cálcio é regulada em células epiteliais do intestino delgado pela vitamina D na sua forma ativa: 1,25 (OH)2 D. A relação entre a absorção de cálcio e da concentração de vitamina D está em uma escala positiva de regressão linear, isto é, quanto maior a concentração de vitamina D, maior é a absorção do cálcio, e seus níveis opostos trabalham de forma oposta.
Os rins possuem uma taxa de filtração glomerular de cálcio de 120 ml/min o que corresponde a 10.000 mg/dia de cálcio filtrado.
Certamente, a impressão que se tem é que, por ser compacto e duro, o osso tem autonomia funcional isolada e não é assim. O osso depende, dos rins, do Ca+ presente no sangue, no osso e da absorção do Ca+ pelo trato gastrintestinal.


Células Ósseas:

Osteoblastos: atuam na síntese da matriz óssea
Osteoclasto: atuam na reabsorção óssea
Osteócito: são as células do osso maduro.

Osso Longo



Podemos perceber que esse osso apresenta:

Epífises – as extremidades do osso, recobertas por cartilagem;

Periósteo – a membrana fibrosa que reveste externamente o osso;

Diáfise – a porção do osso situada entre as epífises e envolvida pelo periósteo.

Canal ósseo – o canal onde se encontra a medula óssea.

Os ossos são órgãos formados por vários tipos de tecido. O periósteo, por exemplo, é uma membrana fibrosa de tecido conjuntivo. A medula óssea vermelha também é formada por um tipo de tecido conjuntivo e pode ser encontrada nas costelas e nas vértebras; ela produz células do sangue. Na diáfise de ossos longos como o fêmur, encontra-se a medula óssea amarela, que armazena gorduras, o tutano.

Mas é o tecido ósseo que confere a rigidez característica dos ossos. Nele se encontram células como os osteócitos. Entre as células, existe a matriz óssea, que representa o material intercelular, constituída, basicamente, de sais de cálcio e de fósforo, além de proteínas chamadas colágeno. Os sais de cálcio e as proteínas do tipo colágeno são responsáveis pela rigidez do tecido ósseo.


Constituição de um Osso:

Periósteo: tecido conjuntivo fibroso que reveste a superfície externa do osso, exceto as superfícies articulares. (que são revestidas por cartilagem hialina).
Endósteo: tecito conjuntivo delicado que reveste as cavidades do osso, incluindo os espaços e cavidades medulares.
Tecido Ósseo Esponjoso: formado por trabéculas ósseas, que delimitam os espaços intercomunicantes ocupados pela medula óssea.
Tecido Ósseo Compacto: É uma massa sólida, onde predomina o cálcio em sua composição, na qual os espaços só são visíveis ao microscópio.
Medula Óssea:
Estrutura mole que preenche as pequenas cavidades de tecido esponjoso e que nos ossos longos está contida numa cavidade central chamada cavidade medular. Compreende dois tipos:
Medula Óssea Amarela: é emcontrada na diáfise dos ossos longos, é composta de tecido conjuntivo formado por células adiposas.
Medula Óssea Vermelha: localiza-se nas epífises de certos ossos longos, reicamente vascularizada, consiste em células sangüíneas e suas precursoras.
Tem como função a formação de diversas células sangüíneas: eritrócitos ( transporte de oxigênio), leucócitos ( glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo), megacariocitos ( células com núcleo grande, cujos fragmentos formam as plaquetas, que, são necessárias na coagulação sangüínea.

Uretra

Uretra Masculina

A uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na bexiga urinária até o orifício uretral externa na extremidade do pênis. Apresenta dupla curvatura no estado comum de relaxamento do pênis. É dividida em três porções:
* a prostática,
* a membranácea e
* a esponjosa, cujas as estruturas e relações são essencialmente diferentes. Na uretra masculina existe uma abertura diminuta em forma de fenda, um ducto ejaculatório.

História da Radiologia


No final do século XIX, mais precisamente no dia 8 de novembro de 1895 foi descoberto os Raios X pelo físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen ao ver sua mão projetada numa tela enquanto trabalhava com radiações. Por ser muito perspicaz e inteligente imaginou que de um tubo em que ele trabalhava deveria estar sendo emitido um tipo especial de onda que tinha a capacidade de atravessar o corpo humano.

Em seguida, resolveu realizar uma documentação para provar sua descoberta, sendo assim efetuou a primeira radiografia, usando a mão esquerda de sua esposa. Por ser uma radiação invisível, ele a chamou de Raios X. Sua descoberta valeu-lhe o prêmio Nobel de Física em 1901.

Na época - começo do século XX - ocorreu uma revolução no meio médico, trazendo um grande avanço no diagnóstico por Imagem.

Desde esta época até os dias de hoje surgiram várias modificações nos aparelhos iniciais a fim de se reduzir a radiação ionizante usada nos pacientes, pois acima de uma certa quantidade é prejudicial à saúde. Assim foram surgindo tubos de Raios X, diafragmas e grades antidifusoras para diminuir a quantidade de Raios X assim diminuindo a radiação secundária que, além de prejudicar o paciente, prejudicava a imagem final.

Em abril de 1896, fez-se a primeira radiografia de um projétil de arma de fogo no interior do crânio de um paciente, essa radiografia foi feita na Inglaterra pelo Dr. Nelson.Em novembro de 1899, Oppenhein descreveu a destruição da selatúrcica por um tumor hipofisário. Em março de 1911, Hensxhen radiografou o conduto auditivo interno alargado por um tumor do nervo acústico (VIII par.).

Em novembro de 1912, Lackett e Stenvard descobriram ar nos Ventrículos ocasionados por uma fratura do crânio.

Um neurocirurgião de Baltimore, Dandy, em 1918, desenvolveu a ventriculografiacerebral, substituindo o líquor por ar. Assim ele trouxe grande contribuição no diagnóstico dos tumores cerebrais. Por volta de 1931, J. Licord desenvolveu a mielografia com a introdução de um produto radiopaco nos espaços subaracnóideo lombar.

Em julho de 1927, Egas Moniz (Neurocirurgião Português) descobriu a angiografia cerebral pela introdução de contraste na artéria carótida no pescoço. Ao apresentar seu trabalho na Sociedade de Neurologia de Paris, ele disse: "Nós tínhamos conquistado um pouco do desconhecido, aspiração suprema dos homens que trabalham e lutam no domínio da investigação".

A evolução dos equipamentos trouxe novos métodos. Assim surgiu a Planigrafia linear, depois a Politomografia onde os tubos de Raios X realizavam movimentos complexos enquanto eram emitidos.

No Brasil, Manuel de Abreu desenvolveu a Abreugrafia, um método rápido de cadastramento de pacientes para se fazer radiografias do tórax, tendo sido reconhecida mundialmente.

Em 1952, desenvolveu-se a técnica da angiografia da artéria vertebral por punção da artéria femoral na coxa passando um cateter que ia até a região cervical, pela aorta.

Por volta de 1970 através de catéteres para angiografia, começou-se a ocluir os vasos tumorais surgindo assim a radiologia intervencionista e terapêutica. Assim, nos dias de hoje, usam-se catéteres que dilatam e desobstruem até coronárias, simplesmente passando-os pela artéria femoral do paciente, com anestesia local, evitando nesses casos cirurgias extracorpóreas para desobstrução de artérias (famosas pontes de safena).

Também na década de 1970, um engenheiro inglês, J. Hounsfield, desenvolveu a Tomografia Computadorizada, acoplando o Raio X a um computador. Ele ganhou o prêmio Nobel de Física e Medicina. Até então as densidades conhecidas nos Raios X eram ossos, gorduras, líquidos e partes moles. Com esse método, devido a sua alta sensibilidade foi possível separar as partes moles assim visualizando sem agredir o paciente, o tecido cerebral demonstrando-se o líquor, a substância cinzenta e a substância branca. Até essa época, as imagens do nosso corpo eram obtidas pela passagem do feixe de Raios X pelo corpo, que sofria atenuação e precipitava os sais de prata numa película chamada filme radiográfico que era então processada. Com essa nova técnica, o feixe de Raios X atenuado pelo corpo sensibilizava de maneiras diferentes os detectores de radiação. Essas diferenças eram então analisadas pelo computador que fornecia uma imagem do corpo humano em fatias transversais em um monitor e depois passada para um filme radiográfico.

A tomografia computadorizada revolucionou o diagnóstico por imagem, pois sem agressão alguma ao paciente, obtemos imagens em secções transversais de todo o organismo. Hoje se pode diagnosticar em 10 minutos tumor "in situ" de até 1mm de diâmetro localizado na intimidade do cérebro como por exemplo um microneurinoma no interior do conduto auditivo interno e um micropinealoma na intimidade da glândula pineal.

O homem, não satisfeito ainda, descobriu e colocou em aplicação clínica a Ressonância Magnética por volta de 1980. Ela obtém imagens do nosso corpo similares às da tomografia computadorizada, só que com várias vantagens adicionais. Não utiliza radiação ionizante, raramente necessita uso de contraste e são obtidas imagens nos três planos: sagital, coronal e transversal.

A ressonância resulta da interação dos núcleos dos átomos, os prótons de Hidrogênio de número ímpar, com um campo magnético intenso e ondas de radiofrequência. Sob a ação dessas duas energias, os prótons de hidrogênio ficam altamente energizados e emitem um um sinal que apresenta uma diferença entre os tecidos normais e os tecidos patológicos. Essa diferença de sinal é analisada por um computador que mostra uma imagem precisa em secções nos três planos.
O uso do ultra-som na medicina começou logo após a segunda Guerra mundial, em vários centros no mundo. O trabalho do Dr.Karl Theodore Dussik, na Áustria, em 1942, sobre o uso médico do ultra-som na investigação do cérebro foi o primeiro trabalho publicado na área. Outros pesquisadores nos EUA, Japão e Europa também são citados como pioneiros no uso medico do ultra-som. O trabalho do Professor Ian Donald e seus colegas, em Glasgow, na década de 50, teve grande repercussão e possibilitou o desenvolvimento do ultra-som para diagnóstico médico. A partir da década de 60, houve um rápido avanço na melhora da imagem produzida pelo ultra-som (Modo B e Doppler).

Os Primórdios da Radiologia médica do Brasil

O ensino da Radiologia brasileira começou com o curso ministrado pelo professor Roberto Duque Estrada, em 15 de julho de 1916, em 30 lições teórico-práticas, ilustradas com material selecionado do arquivo do Gabinete de Radiologia da Santa Casa. Anos depois, novas instalações enriqueciam o Gabinete de Radiologia da Faculdade de Medicina, transformando-o em um dos grandes patrimônios da história da Radiologia carioca. A partir dos anos 30 a Radiologia se estabiliza no Rio. Na área de ensino, o curso do professor Duque Estrada já contava com a assistência de um jovem radiologista na época: Nicola Caminha. Outras duas escolas de Radiologia já estavam aparecendo, com dois notáveis mestres. Manoel de Abreu, na Faculdade de Ciências Médicas e José Guilherme Dias Fernandes na Faculdade de Medicina do Instituto Hahnemaniano (atual Hospital Gaffrée Guinle) e depois na Escola de Medicina e Cirurgia. A Escola de Medicina e Cirurgia foi inaugurada em 1921, e em 1932 criou a primeira cátedra do país em Radiologia.

Antes do aparecimento das primeiras cátedras nas faculdades, o aprendizado da prática radiológica só existia nos serviços de Radiologia das cadeiras de clinicas médicas, principalmente as da Faculdade Nacional, espalhadas na Santa Casa da Misericórdia, Hospital Moncôrvo Filho e Hospital São Francisco de Assis.

Na década de 40, Nicola Caminha já era conhecido pelo curso de especialização que ministrava semanalmente em seu consultório. Paralelamente, Emilio Amorim montava o seu primeiro consultório e já recebia diversos colegas para troca de idéias sobre laudos. Em 1948, inicia a residência médica em seu novo consultório, ensinando a jovens médicos de diversos estados. O primeiro aluno foi o radiologista Dirceu Rodrigues, do Paraná. Nessa época, os médicos clínicos criaram o hábito de freqüentar os consultórios de Emilio Amorim e Nicola Caminha, para pedir opinião, esclarecer dúvidas e discutir casos.

No começo da década de 50 aparecem os institutos de pensões e aposentadorias, que teriam um papel fundamental no treinamento dos jovens radiologistas. Os chefes dos serviços dos hospitais desses institutos permaneceram em seus cargos por mais de 20 anos. No IAPI, indústria, o professor José Guilherme Dias Fernandes; no IAPC, comerciários, Amarino Carvalho de Oliveira; no IAPETEC, transportes, Júlio Pires Magalháes; no IPASE, funcionários públicos, Nicola Caminha, e no IAPB, bancários, Emilio Amorim.

No Hospital dos Servidores do Estado, Nicola Caminha inaugurou o primeiro programa de residência médica do país em Radiologia. Outros hospitais também instalaram programas pioneiros, como o Hospital de Ipanema, Hospital do IAPETEC, (atual Hospital geral de Bonsucesso) e o Hospital dos Bancários, hoje Hospital da Lagoa.

Armando Amoêdo lembrou que a partir dos anos 50, o ensino da Radiologia se dividia entre os grupos do Dr. Amorim e Caminha. Eles participavam também de diversas atividades cientificas na cidade e em todo o Brasil.

O curioso é que cada um dos colegas tinha uma determinada vocação para um assunto específico, o que constituía na época um fato singular e incomum. Assim, o Dr. Rodolfo Roca era especialista em pulmão, do mesmo modo que o Dr. Amarino. Ubirajara Martins fazia a parte do tubo digestivo, o mesmo ocorrendo com Hermilo Guerreiro, Valdir de Lucae Felício Jahara, que se dedicavam a exames do crânio, enquanto Alberto Álvares e José Raimundo Pimentel cuidavam do esqueleto.

O curso de especialização do professor Caminha se tornou o primeiro em pós-graduação em Radiologia do país, com o reconhecimento oficial do Ministério da Educação. Em 60 passa a ser realizado pela PUC e entra em nova fase.

Nos anos 60 aparece no cenário da Radiologia brasileira a figura de Abércio Arantes Pereira. Desde 1968, se consagrou como um dos principais radiologistas da área de ensino, dirigindo o Instituto Estadual de Radiologia Manoel de Abreu e depois o Serviço de Radiologia do Hospital do Fundão.

Em 72 é criado o Departamento de Radiologia e logo depois o professor Lopes Pontes, diretor da Faculdade de Medicina, nomeia Nicola Caminha como chefe. Abércio Arantes Pereira ficou como responsável pelas disciplinas do Departamento de Radiodiagnóstico, José Clemente Magalhães Pinto, pela Medicina Nuclear e Walter Azevedo, coordenador das atividades didáticas. Após prestar concurso público, Nicola Caminha tornou-se o primeiro professor titular do Departamento, em 1974. No ano seguinte, foram aprovados no concurso para livre docência os professores Abércio Arantes Pereira, Fernando de Souza Penna, Otacílio do Carmo Resende, Waldemar Kischinhevsky, Walte Azevedo, José Clemente Magalhães Pinto e Lenine Fenelon Costa.

A primeira tese de Mestrado em Radiologia foi defendida por Hilton Augusto Koch, em 77, que assumiu a direção do Departamento, em 1994. O departamento só iria se transferir para o Hospital do Fundão em 1978.

Em 1980, Camillo Abud substitui Nicola Caminha, devido a aposentadoria do mestre. No ano seguinte Abércio Arantes Pereira foi eleito chefe do Departamento e logo depois se tornou o segundo professor titular de Radiodiagnóstico. Em 87,José Clemente Magalhães Pinto assume como o primeiro professor titular em Medicina Nuclear.

Primeira aula de Radiologia no Brasil

O Dr. José Gonçalves cedeu, por empréstimo, uma rara e preciosa obra, datada de 1904, intitulada RADIOLOGIA CLÍNICA, de autoria do Professor João Américo Garcez Fróes, Médico e Farmacêutico, Professor da Faculdade de Medicina e da Faculdade Livre de Direito da Bahia. Esse pequeno livro retrata as lições proferidas pelo Professor, no ano de 1903, aos alunos da terceira série do curso da Faculdade de Medicina, lições, aliás, já publicadas na Gazeta Médica da Bahia.
Como não se tem registro de outras aulas de Radiologia, proferidas naquela ou em outras Faculdades, conclui-se que, se esta não for a primeira, certamente será uma delas.

Para que o leitor possa vivenciar melhor a época do Curso em pauta, decidimos publicar as lições com a grafia portuguesa de então, o que ajudará os mais antigos a recordar seus tempos de bancos escolares e, aos mais novos, entrar em contato com a língua pátria de antanho e, lógico, com os limitados conhecimentos da especialidade, vez que o fato se deu apenas sete anos depois da comunicação de Roentgen sobre sua descoberta. Certamente a leitura será enfadonha, mas se trata de um fato histórico que não pode deixar de ser registrado.

A origem da profissão de técnico de radiologia no Brasil

A profissão de Técnico em Radiologia do Brasil tornou-se realidade em 1975 quando o Deputado Federal Dr. Gomes do Amaral deu entrada na Câmara dos Deputados Federais, após muitas lutas com ida e volta, o processo para regularização da profissão, sendo aprovado pela Câmara dos Deputados Federais e encaminhando ao Senado Federal. Nesta jornada, destacou-se a figura do Sr. Jair Pereira da Silva, presidente da Associação dos Técnicos do Estado de Goiás, que politicamente conseguiu amizades com as mais iminentes figuras da Política local e de Brasília, principalmente o Ilmo. Senador da República Henrique Santillo e seus assessores diretos.

A Lei 7.394, que regulamenta a profissão, foi sancionada pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da República Dr. José Sarney e pelo Excelentíssimo Senhor Ministro do Trabalho Dr. Almir Pazzianoto dia 29 de outubro de 1985.

Personagens e fatos históricos da Radiologia Brasileira

A primeira radiografia foi realizada no Brasil em 1896. A primazia é disputada por vários pesquisadores: SILVA RAMOS, em São Paulo; FRANCISCO PEREIRA NEVES, no Rio de Janeiro; ALFREDO BRITO, na Bahia e físicos do Pará. Como a história não relata dia e mês, conclui-se que as diferenças cronológicas sejam muito pequenas.


O PRIMEIRO APARELHO INSTALADO NO INTERIOR DO PAÍS

Dr. José Carlos Ferreira Pires foi o primeiro médico a instalar um aparelho de Raios-X no interior do Brasil, na cidade de Formiga, Minas Gerais, a 600 km do Rio de Janeiro. Este aparelho se encontra em Chicago, no Museu de Cirurgia.

História da Radiologia


Em 8 de novembro de 1895, Wilhelm Konrad Roentgen descobre a existência e a produção da radiação X quando, na Universidade de Wüzbug, na Alemanha ao repetir o experimento de outro cientista, Philipp Lenard observou que os raios catódicos que escapavam de um tubo com vácuo por uma estreita janela de alumínio, produziam uma luminescência em sais fluorescentes e um escurecimento em chapas fotográficas. Na mesma época, vários outros cientistas também investigavam a natureza dos raios catódicos produzidos nos tubos de Leonard, Hittorf e Crookes, assim como Roentgen mm. Esses tubos tinham basicamente a mesma configuração. Eram constituídos de um cilindro de vidro esférico ou na forma de pêra, com baixa pressão de gás em seu interior, um cátodo e um ânodo, que na maioria das vezes eram colocados perpendiculares um ao outro.

A alta tensão do ânodo, necessária para a descarga elétrica, era produzida por uma bobina de indução. Os raios catódicos, produzidos pela descarga interna do tubo, moviam-se perpendiculares à superfície do cátodo e iam chocar-se contra a face de vidro cilíndrico.
Hoje, sabe-se que esses raios eram correntes de elétrons. Esses elétrons são liberados pelo rápido movimento dos íons do gás bombardeando a superfície do cátodo aquecido. Os íons são produzidos durante a descarga do gás. Os elétrons chocam-se contra a superfície de vidro, perdem sua energia, o vidro fica aquecido e pode-se observar efeitos luminosos (luz verde ou azul, dependendo da composição química do vidro).

Outros cientistas também produziram essa radiação durante suas experiências, porém não tiveram o mérito de reconhecê-la. Filmes que estavam guardados nas proximidades de seus equipamentos ficaram inutilizados. Crooks, por exemplo, achou que os filmes eram de má qualidade. O mérito de Röntgen foi ter investigado com profundidade a natureza da nova radiação, num curto espaço de tempo. Em seu primeiro, famoso e provisório comunicado (28 de Dezembro de 1895) sobre um novo tipo de radiação, ele publicou o resultado de suas pesquisas científicas; a superfície aquecida da parede de vidro é a fonte de raios-X. Dali eles se propagam em linha reta e penetram na matéria. Nem todas as matérias podem ser penetradas com a mesma facilidade. Placas grossas de metal pareceram ser opacas, enquanto que ossos apresentaram-se transparentes para uma determinada alta tensão escolhida. Placas fotográficas foram expostas a raios-X e em pouco tempo podiam apresentar a fotografia de uma mão.
Sua descoberta valeu-lhe o prêmio Nobel de Física em 1901. Na época - começo do século XX - ocorreu uma revolução no meio médico, trazendo um grande avanço no diagnóstico por imagem.


Desde esta época até os dias de hoje surgiram várias modificações nos aparelhos iniciais, objetivando reduzir a radiação ionizante usada nos pacientes, pois acima de uma certa quantidade sabia-se que era prejudicial à saúde. Assim surgiram os tubos de Raios X, diafragmas para reduzir a quantidade de Raios X e diminuir a radiação secundária que, além de prejudicar o paciente, piorava a imagem final.

Em Janeiro de 1896 Roentgen realizou a primeira radiografia em público na Sociedade de Física Médica de Wüzburg. Em Abril desse mesmo ano fez-se a primeira radiografia de um projétil de arma de fogo no interior do crânio de um paciente, essa radiografia foi feita na Inglaterra pelo Dr. Nelson.

Em 1898, o casal Curie (Pierre e Marie Curie) anunciou, na Academia de Ciências de Paris, a descoberta do rádio. Naquela mesma época, Madame Curie demonstrava que as radiações, descobertas por Becquerel (a atividade radioativa dos sais de Urânio) poderiam ser medidas usando técnicas baseadas no efeito da ionização.

Em Abril de 1896, um relatório médico apresentado no “Medical Record” descreve um caso no qual um carcinoma gástrico teve uma surpreendente resposta quando irradiado com raios-X.

Em novembro de 1899, Oppenhein descreveu a destruição da sela túrcica por um tumor hipofisário.
Em 1900, Wallace Johnson e Walter Merril publicaram um artigo descrevendo os resultados positivos obtidos em câncer de pele pela aplicação de raios-X.

Em março de 1911, Hensxhen radiografou o conduto auditivo interno alargado por um tumor do nervo acústico (VIII par.).

Em novembro de 1912, Lackett e Stenvard descobriram ar nos Ventrículos ocasionados por uma fratura do crânio.

Um neurocirurgião de Baltimore, Dandy, em 1918, desenvolveu a ventriculografia cerebral, substituindo o líquor por ar. Assim ele trouxe grande contribuição no diagnóstico dos tumores cerebrais.

Em 1920, iniciaram-se os estudos relativos à aplicação dos raios-X na inspeção de materiais dando origem à radiologia industrial.

Em julho de 1927, Egaz Moniz desenvolveu a angiografia cerebral pela introdução de contraste na artéria carótida com punção cervical. Ao apresentar seu trabalho na Sociedade de Neurologia de Paris, ele disse: "Nós tínhamos conquistado um pouco do desconhecido, aspiração suprema dos homens que trabalham e lutam no domínio da investigação".

A evolução dos equipamentos trouxe novos métodos. Assim surgiu a Planigrafia linear, depois a Politomografia onde os tubos de Raios X realizavam movimentos complexos enquanto eram emitidos.

No Brasil, Manuel de Abreu desenvolveu a Abreugrafia, um método rápido de cadastramento de pacientes para se fazer radiografias do tórax, tendo sido reconhecida mundialmente.

Por volta de 1931, J. Licord desenvolveu a mielografia com a introdução de um produto radiopaco no espaço subaracnóideo lombar.
Irene e Fréderic Joliot Curie , em 1934, descobrem a radioatividade em elementos artificiais impulsionando as aplicações médicas com a obtenção de isótopos radioativos.
No final da década de 40, surgiu à idéia de usar a tensão alternada para acelerar partículas carregadas originando, mais tarde, o acelerador de partículas.

Em meados da década de 50, foi construído um LINAC (Linear Acelerator) com a finalidade de tratar tumores profundos, pelo Stanford Microwave Laboratory, sendo instalado no Stanford Hospital, localizado em São Francisco – EUA.

Em 1952, desenvolveu-se a técnica da angiografia da artéria vertebral por punção da artéria femoral na coxa passando um cateter que ia até a região cervical, pela aorta.

Por volta de 1970 através de catéteres para angiografia, começou-se a ocluir os vasos tumorais surgindo assim a radiologia intervencionista e terapêutica. Assim, nos dias de hoje, usam-se catéteres que dilatam e desobstruem até coronárias, simplesmente passando-os pela artéria femoral do paciente, com anestesia local, evitando nesses casos, cirurgias extracorpóreas para desobstrução de artérias (famosas pontes de safena).

Também na década de 1970, um engenheiro inglês, J. Hounsfield desenvolveu a Tomografia Computadorizada, acoplando o aparelho de Raios-X a um computador. Ele ganhou o prêmio Nobel de Física e Medicina. Até então as densidades conhecidas nos Raios X eram ossos, gorduras, líquidos e partes moles. Com esse método, devido a sua alta sensibilidade foi possível separar as partes moles assim visualizando sem agredir o paciente, o tecido cerebral demonstrando-se o líquor, a substância cinzenta e a substância branca. Até essa época, as imagens do nosso corpo eram obtidas pela passagem do feixe de Raios X pelo corpo, que sofria atenuação e precipitava os sais de prata numa película chamada filme radiográfico que era então processada. Com essa nova técnica, o feixe de Raios X atenuado pelo corpo sensibilizava de maneiras diferentes os detectores de radiação. Essas diferenças eram então analisadas pelo computador que fornecia uma imagem do corpo humano em fatias transversais em um monitor e depois passada para um filme radiográfico.

O homem, não satisfeito ainda, descobriu e colocou em aplicação clínica a Ressonância Nuclear Magnética por volta de 1980. Ela obtém imagens do nosso corpo similares às da tomografia computadorizada, só que com mais vantagens adicionais. Não utiliza radiação ionizante e raramente necessita uso de contraste.

A ressonância resulta da interação dos núcleos dos átomos, os prótons de Hidrogênio de número ímpar, com um campo magnético intenso e ondas de radiofreqüência. Sob a ação dessas duas energias, os prótons de hidrogênio ficam altamente energizados e emitem um sinal que apresenta uma diferença entre os tecidos normais e os tecidos patológicos. Essa diferença de sinal é analisada por um computador que mostra uma imagem precisa em secções nos três planos.

Atualmente sabe-se que os chassis e filmes radiográficos em muitos centros Radiológicos já não são mais utilizados, pois a técnica de Radiologia Digital já é uma realidade. Essa nova técnica melhora a qualidade da imagem e facilita o seu processamento.

Punho



Esfenóide


Bexiga neurogénica


A bexiga neurogénica consiste na perda do funcionamento normal da bexiga provocada por lesões de uma parte do sistema nervoso.

Uma bexiga neurogénica pode ter origem numa doença, numa ferida ou num defeito de nascença que afecta o cérebro, a espinal medula ou os nervos que se dirigem para a bexiga, para o seu orifício de saída ou esfíncter (a abertura da bexiga para o interior da uretra) ou para ambos. Uma bexiga neurogénica pode ser de baixa actividade (hipotónica), sendo incapaz de se contrair (não contráctil) e de esvaziar bem, ou pode ser hiperactiva (espástica), esvaziando-se então por reflexos incontrolados.

Causas

Uma bexiga de baixa actividade (hipotónica),geralmente é o resultado da interrupção dos nervos locais que a estimulam. A causa mais frequente nas crianças é um defeito de nascença da espinal medula, como a espinha bífida ou o mielomeningocele (um protraimento da espinal medula através das vértebras). (Ver secção 23, capítulo 251)

Uma bexiga superactiva (espástica) ocorre em geral por uma interrupção do controlo normal da bexiga por parte da espinal medula e do cérebro. Uma causa frequente é uma ferida ou então uma doença, como a esclerose múltipla, que afectam a espinal medula, que podem ter como resultado a paralisia das pernas (paraplegia) ou dos braços e das pernas (tetraplegia). Com frequência, estas lesões no início fazem com que bexiga se torne flácida durante dias, semanas ou meses (fase de choque). Posteriormente, torna-se hiperactiva e esvazia-se sem um controlo voluntário.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com a etapa em que se encontre a bexiga, em baixa actividade ou superactiva.

Como uma bexiga em baixa actividade, em geral, não consegue esvaziar-se, dilata-se até se tornar muito grande. Esta dilatação geralmente não é dolorosa, porque a bexiga se expande lentamente e tem muito pouca ou nenhuma actividade nervosa local. Em alguns casos, a bexiga permanece aumentada de tamanho, mas perde pequenas quantidades de urina de maneira constante (incontinência por extravasamento). As infecções da bexiga são frequentes nas pessoas que têm uma bexiga em baixa actividade, dado que a estase da urina residual nela proporciona as condições para estimular o crescimento de bactérias. Podem formar-se cálculos na bexiga, particularmente quando uma pessoa sofre de infecção crónica da bexiga que obriga à colocação permanente de uma sonda. Os sintomas de uma infecção da bexiga variam dependendo do grau da actividade nervosa que resta à bexiga.

A bexiga superactiva pode encher-se e esvaziar-se sem controlo e com graus variáveis de mal-estar, dado que se contrai e se esvazia por reflexo (involuntariamente).

Quando existe uma bexiga hipoactiva ou hiperactiva, a pressão e o refluxo da urina a partir da bexiga e através dos ureteres podem lesar os rins. Nas pessoas que têm uma lesão da espinal medula, a contracção da bexiga e o relaxamento da sua saída (esfíncter) podem não estar coordenados, de modo que a pressão na bexiga permanece elevada e não deixa que a urina saia dos rins.

Diagnóstico

Com frequência, o médico pode detectar uma bexiga aumentada de volume examinando a parte inferior do abdómen. Os estudos radiológicos nos quais se injecta uma substância radiopaca através de uma veia (urografia endovenosa), ou através de uma sonda que se insere na bexiga (cistografia) ou na uretra (uretrografia), proporcionam mais informação. (Ver secção 11, capítulo 122) Os raios X podem mostrar o tamanho dos ureteres e da bexiga e, possivelmente, a presença de cálculos e de lesão renal, o que proporciona ao médico uma valiosa informação acerca do funcionamento dos rins. A ecografia proporciona uma informação semelhante. A cistoscopia é um procedimento em que o médico pode olhar para o interior da bexiga através de um endoscópio flexível que se introduz dentro da uretra, geralmente sem causar dor.

A quantidade de urina que fica na bexiga depois de urinar pode ser medida introduzindo uma sonda através da uretra para esvaziar a bexiga. A pressão interna da bexiga e a da uretra podem ser medidas ligando a sonda a um medidor (cistometrografia).

Tratamento

Quando a causa de uma bexiga de baixa actividade (hipotónica) é uma lesão neurológica, pode-se inserir uma sonda (ou algália) através da uretra para esvaziar a bexiga de maneira constante ou intermitente. A sonda introduz-se o mais depressa possível depois da lesão, para impedir que o músculo da bexiga seja lesado por um estiramento excessivo e para prevenir uma infecção da mesma.

A colocação de um cateter de maneira permanente provoca menos problemas físicos nas mulheres do que nos homens. Num homem, a sonda pode provocar a inflamação da uretra e dos tecidos que a rodeiam. Contudo, tanto para estes como para as mulheres prefere-se o uso de uma sonda que possa ser introduzida pelo próprio doente periodicamente (de quatro a seis vezes por dia) e extraída depois de esvaziada a bexiga (auto-algaliação intermitente).

As pessoas que desenvolvem uma bexiga hiperactiva (espástica) também podem necessitar de uma sonda para facilitar o esvaziamento, no caso de os espasmos da saída da bexiga impedirem o seu total esvaziamento. Nos homens tetraplégicos, que não podem utilizar a sonda por si mesmos com este fim, é possível que se tenha de seccionar o esfíncter (um músculo semelhante a um anel que se abre e fecha) da saída da bexiga, para permitir o seu esvaziamento e usar um dispositivo externo de recolha. Pode-se aplicar estimulação eléctrica à bexiga, aos nervos que a controlam ou à espinal medula para induzir a contracção da bexiga, mas este tipo de tratamento está ainda em fase experimental.

O tratamento com medicamentos pode melhorar o armazenamento de urina na bexiga. Em geral, o controlo de uma bexiga hiperactiva pode ser modificado com medicamentos que relaxam a mesma, como os anticolinérgicos. Contudo, frequentemente estes causam efeitos colaterais, como secura da boca e obstipação; além disso, é difícil melhorar o esvaziamento da bexiga com medicamentos nos doentes com uma bexiga neurogénica.

Por vezes recomenda-se a cirurgia para fazer com que a urina se escoe por uma abertura externa (ostomia), feita na parede abdominal ou então para aumentar o tamanho da bexiga. A urina que sai dos rins pode ser desviada para a superfície do corpo extirpando um segmento curto do intestino delgado, ligando os ureteres ao mesmo e adaptando-o à ostomia; a urina é recolhida numa bolsa. Este procedimento denomina-se ansa ileal. Pode aumentar-se a bexiga com um segmento do intestino num procedimento denominado cistoplastia de aumento, e o indivíduo pode assim levar a cabo a auto-algaliação. Nos lactentes, a ligação efectua-se entre a bexiga e uma abertura na pele (vesicostomia), como medida temporária, até que a criança tenha idade suficiente para uma cirurgia definitiva.

Desvie-se ou não o fluxo da urina ou usem-se sondas, deve procurar-se reduzir ao máximo o risco da formação de cálculos na urina. Deve-se controlar rigorosamente a função renal. Qualquer infecção dos rins deve ser tratada imediatamente. Recomenda-se beber pelo menos oitos copos de líquido por dia. A posição de uma pessoa que está paralisada deve ser mudada com frequência, enquanto outras devem ser animadas a andar o mais cedo possível. Embora a recuperação completa em qualquer tipo de bexiga neurogénica não seja frequente, algumas pessoas restabelecem-se bastante bem com o tratamento.

Acromegalia

Acromegalia

A acromegalia define-se como um crescimento desmesurado causado por um excesso de secreção da hormona do crescimento.

A hipersecreção da hormona do crescimento, quase sempre causada por um tumor benigno hipofisário (adenoma), produz alterações em muitos tecidos e órgãos. Por exemplo, muitos órgãos internos aumentam, incluindo o coração, o fígado, os rins, o baço, a tiróide, as paratiróides e o pâncreas. Certos tumores pouco frequentes do pâncreas e dos pulmões também causam uma produção excessiva de substâncias semelhantes à hormona do crescimento, com consequências semelhantes.

Fácies de uma doente com acromegalia


Sintomas

Na maior parte dos casos, a secreção excessiva da hormona do crescimento começa numa idade que oscila entre os 30 e os 50 anos, quer dizer, quando as superfícies de crescimento (cartilagens de crescimento) dos ossos já se fecharam há muito tempo. Portanto, os ossos deformam-se em vez de se alongarem. Os traços faciais tornam-se toscos e as mãos e os pés incham e, por conseguinte, são precisos anéis, luvas, sapatos e chapéus maiores. Dado que estas alterações aparecem lentamente, passam despercebidas durante anos. O pêlo corporal de tipo áspero aumenta, a pele torna-se mais grossa e com frequência escurece. As glândulas sebáceas e sudoríparas da pele aumentam, produzindo uma transpiração excessiva, e muitas vezes o odor corporal torna-se desagradável.

Por outro lado, o crescimento do osso maxilar provoca a protuberância da mandíbula (prognatismo). A cartilagem do aparelho fónico (laringe) aumenta de tamanho e, por conseguinte, a voz será mais profunda e rouca. A língua também pode aumentar e tornar-se muito enrugada. As costelas tornam-se mais grossas e dão ao peito uma aparência de barril.

A dor articular é um sintoma frequente; ao fim de muitos anos pode produzir uma artrose invalidante. O coração dilata-se e a sua função pode ver-se afectada e inclusive manifestar-se uma insuficiência cardíaca. Por vezes o doente sente-se estranho e com fraqueza nos braços e nas pernas, dado que os tecidos espessados comprimem os nervos. Os nervos portadores de mensagens desde os olhos até ao cérebro também são comprimidos, o que causará perda da visão, sobretudo nos campos visuais externos. Por fim, o tumor hipofisário pode causar também dores de cabeça agudas.

Quase todas as mulheres que sofrem de acromegalia têm ciclos menstruais irregulares; algumas mulheres produzem leite mesmo quando não amamentam (galactorreia), devido à excessiva quantidade de hormona do crescimento ou a um aumento simultâneo da prolactina. É de realçar que cerca de um terço dos homens que sofrem de acromegalia sofrem de impotência.

Em casos muito raros, a hipersecreção da hormona do crescimento começa na infância, antes que as cartilagens de crescimento dos ossos compridos se tenham fechado. Dado que os ossos continuam o seu crescimento até que as suas cartilagens de crescimento (que se encontram nas extremidades dos ossos compridos) se fechem, esta situação conduz a um crescimento ósseo exagerado e a uma altura anormal (gigantismo hipofisário). Apesar de estas crianças terem um crescimento acelerado, os seus ossos não se deformam. Contudo, os tecidos moles à volta do osso tumefazem-se e alguns nervos dilatam-se. Pode existir também um atraso no aparecimento da puberdade e um desenvolvimento incompleto dos órgãos genitais.

Diagnóstico

Como as alterações induzidas pelos valores elevados da hormona do crescimento se produzem lentamente, é habitual que a acromegalia seja diagnosticada muitos anos depois da manifestação dos primeiros sintomas. As fotografias em série (tiradas durante um longo período de tempo) facilitam o diagnóstico. Uma radiografia do crânio pode mostrar o espessamento dos ossos, a dilatação dos seios nasais e o alargamento ou a erosão da sela-turca (estrutura óssea que circunda a hipófise). Também as radiografias das mãos revelam o espessamento dos ossos por baixo da polpa dos dedos e a tumefacção dos tecidos à volta destes ossos. As análises de sangue também podem ser úteis, dado que em muitas pessoas que sofrem de acromegalia se observam concentrações elevadas de açúcar no sangue.

A presença destes sintomas sugere o diagnóstico de acromegalia, e um valor elevado da hormona do crescimento ou do factor de crescimento I semelhante à insulina (GH-I) numa análise de sangue confirmará o diagnóstico preliminar. Se o resultado da análise de sangue não for concludente, administra-se ao indivíduo afectado uma grande quantidade de açúcar para comprovar se se reduz a concentração da hormona do crescimento, o que deverá suceder se o doente não sofrer de acromegalia. Ambos os valores, o do açúcar e o da hormona do crescimento, permanecem altos nos doentes com acromegalia.

Tratamento

Para interromper ou reduzir a secreção excessiva de hormona do crescimento, extirpa-se ou destrói-se o tumor através de cirurgia ou radioterapia. Esta última implica o uso de irradiação com supervoltagem, que é muito menos traumática do que a cirurgia e geralmente não afecta a produção de outras hormonas da hipófise. Contudo, este tratamento pode atrasar durante vários anos o regresso dos valores da hormona do crescimento a níveis normais. Estão a ser experimentadas outras formas de radioterapia numa tentativa de acelerar os resultados.

A redução dos valores da hormona do crescimento não é fácil, inclusive com o uso combinado de ambos os métodos, quer dizer, cirurgia e radioterapia. O tratamento farmacológico mediante a administração de octreotido ou bromocriptina também pode ser muito útil.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Raios-x

Qual o impacto da invenção dos Raios-X no final do século 19 na história da Medicina? Para os médicos, o que ela representou na melhoria dos diagnósticos dos pacientes?

A 08 de novembro de 1895 Wilhelm C. Roentgen surpreende o mundo com o descobrimento dos Raios-X. Poucos acontecimentos na história da ciência provocaram impacto tão forte e esse com certeza terá um lugar entre as 10 maiores descobertas da Medicina de todos os tempos em qualquer lista que se promova. Os Raios-X marcam o início da aplicação da tecnologia na medicina. Permitiu que os médicos, que até então dispunham apenas dos seus sentidos para avaliação dos pacientes, pudessem passar a “ver” o interior do corpo sem danificá-lo, identificando os dados morfológicos e anatômicos de órgãos e estruturas.
Os Raios-X e os novos métodos de exames por imagem permitiram aos médicos diagnósticos mais precisos, tanto etiológicos como topográficos, e, principalmente, mais precoces, beneficiando os pacientes e otimizando a cura de muitas doenças até então tidas como incuráveis. O médico passou a ter maior segurança e apoio para tomar as decisões necessárias à conduta e ao tratamento. Propiciaram a documentação de todos os casos e possibilitaram a substituição de procedimentos cirúrgicos para diagnóstico e a introdução de técnicas terapêuticas menos invasivas.
Como foi sua utilização? A nova técnica foi logo utilizada ou houve resistência?

A exemplo de físicos e da imprensa, a comunicação da descoberta dos Raios-X por Roentgen apresentou também entre os médicos repercussões de toda ordem, tanto favoráveis como não. Enquanto a Europa acreditava numa revolução, a Associação Médica Americana mostrou resistência. Em pouco tempo, no entanto, os Raios-X tornaram-se uma verdadeira panaceia, tendo sua utilização indicada para os mais diversos fins e sem os cuidados que merecem o novo e desconhecido. O uso de Raios-X foi indicado inclusive para situações em que hoje há contraindicação, como, por exemplo, tratamento de calvície e para a fabricação de moldes de sapato, casos em que a radiação era provocada sem necessidade médica. O desenvolvimento técnico de aparelhos e a aplicação de medidas de proteção permitiram a produção de equipamentos seguros e eficazes para diagnóstico e terapia. Encontram-se hoje difundidos em toda prática médica e são as ferramentas mais importantes na agilização da elucidação de estados patológicos.
Quando a técnica chegou ao Brasil? Quem foi o primeiro a utilizá-la no país? Como a população recebeu o novo equipamento?

O primeiro aparelho de Raios-X chegou ao Brasil em 1897, era rudimentar e foi instalado na cidade de Formiga, Minas Gerais, pelo Dr. José Carlos Ferreira Pires. A primeira radiografia foi feita em 1898, de um corpo estranho na mão do então ministro Lauro Müller. As observações e pesquisas do Dr. Pires possibilitaram a publicação de muitos trabalhos em revistas científicas e congressos médicos.
Quais são as técnicas usadas hoje que derivam da invenção do Roentgen? Atualmente, os Raios-X são utilizados para quais finalidades?

Os Raios-X continuam a ter inúmeras aplicações clínicas e são utilizados rotineiramente na prática médica, odontológica e industrial. São cada vez mais necessários no atendimento de rotina e emergencial.
O desenvolvimento científico no decorrer do último século, a introdução de fármacos e a incorporação da informática possibilitaram agregar outros métodos de diagnóstico por imagem, tais como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, a ultrassonografia, a densitometria óssea e a medicina nuclear.