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Hipotálamo


O hipotálamo, também constituído por substância cinzenta, é o principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais, sendo um dos principais responsáveis pela homeostase corporal. Ele faz ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas endócrinas. É o hipotálamo que: 
controla a temperatura corporal, 
regula o apetite 
regula o balanço de água no corpo, 
regula o sono 
e está envolvido na emoção e no comportamento sexual. 
Tem amplas conexões com as demais áreas do prosencéfalo e com o mesencéfalo. 
Aceita-se que o hipotálamo desempenha, ainda, um papel nas emoções. Especificamente, as partes laterais parecem envolvidas com o prazer e a raiva, enquanto que a porção mediana parece mais ligada à aversão, ao desprazer e à tendência ao riso (gargalhada) incontrolável. 
De um modo geral, contudo, a participação do hipotálamo é menor na gênese (“criação”) do que na expressão (manifestações sintomáticas) dos estados emocionais.

  O Hipotálamo é composto de várias áreas na base do cérebro. Ele tem o tamanho de uma ervilha (cerca de 1/300 do peso total do cérebro), mas é responsável por alguns comportamentos muito importantes para o indivíduo. Uma das funções do Hipotálamo é o controle da temperatura corporal, funcionando como um "termostato". Assim, se a temperatura corporal estiver alta, o Hipotálamo faz com que os capilares que passam pela pele aumentem de diâmetro, permitindo que o esfriamento do sangue. O Hipotálamo também controla a hipófise, que por sua vez controla o sistema endócrino.
Funções:
Temperatura Corporal
Emoções
Fome
Sede
Ritmos Biológicos

O Hipotálamo é uma estrutura que corresponde a menos de 1% do volume do cérebro, mas por onde passam várias fibras que controlam, que coordenam o funcionamento do organismo no sentido da homeostasia. Então as principais funções do hipotálamo estão relacionadas à fome, sede, assim como à saciedade. E vocês vão ver também que a libido, apetite sexual, é controlado também pelo hipotálamo, assim como o controle da temperatura.
        O hipotálamo contém circuitos neuronais que estão envolvidos com a variação das emoções. Faz parte do sistema límbico. Então, temperatura, freqüência cardíaca, pressão arterial, fome, sede e a sexualidade passam pelo controle do hipotálamo.

  O estresse emocional resulta em ativação de vias específicas do sistema_nervoso_central, que produzem respostas autonômicas, comportamentais e endócrinas. Sabe-se que situações de estresse recorrentes ou prolongadas podem resultar em vários estados patológicos, como por exemplo, a hipertensão arterial.
        O Hipotálamo tem papel fundamental na integração das respostas fisiológicas ao estresse emocional. Particularmente, estudos têm mostrado que um núcleo específico do hipotálamo, o hipotálamo dorsomedial (DMH), é um componente fundamental das vias centrais mediadoras das respostas cardiovasculares ao estresse emocional. 
A inibição dos neurônios dessa área reduz os aumentos de freqüência cardíaca e de pressão arterial em ratos quando submetidos à situações de estresse emocional. 
Ao contrário, a ativação farmacológica dos neurônios do DMH produz aumento na frequência cardíaca, pressão arterial, hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), atividade locomotora e na atividade simpática para diversos leitos vasculares.
        A similaridade dessa resposta com aquela produzida durante a situação real de estresse emocional sugere que esta área é fundamental na integração da resposta fisiológica ao estresse.

Praticamente constituído de substância cinzenta, possui vários núcleos, muitas vezes de difícil individualização. O hipotálamo recebe não só aferências neurais como também humorais (sinais químicos circulantes) para realizar ajustes homeostáticos do meio interno. Em torno dos ventrículos estão os órgãos circunventriculares. Nessas regiões a barreira hematoencefalica é permeável (capilares fenestrados) e os neurônios aí situados possuem receptores moleculares para os sinais químicos  circulantes.
     De maneira bastante geral, podemos agregar ao hipotálamo várias funções integrativas como regulação da ingestão de alimentos; regulação da ingestão de água, regulação da diurese, termorregulação, regulação do comportamento emocional, regulação do comportamento sexual e do ciclo-sono-vigilia.

Eferências:
I) para a formação reticular e daí para o sistema autônomo; 
II) para o tálamo e córtex límbico
e III) para a hipófise.
Controle vegetativo e endócrino
I) Regulação cardiovascular: responsável pela modificação da pressão arterial e da freqüência cardíaca. Esses estímulos são conduzidos para a formação reticular da ponte e bulbo;
II) Regulação da temperatura: o sangue que passa no hipotálamo determina a temperatura corporal e faz com que o hipotálamo tente regular a temperatura;
III) Regulação da hídrica: controla de duas formas, estimulando a sede no indivíduo ou retendo a água na urina. Quando os eletrólitos do hipotálamo se tornam mais concentrados essa área é estimulada;
IV) Contração do útero e ejeção do leite: relaciona-se com a produção de ocitocina.
V) Regulação gastrointestinal: o hipotálamo possui uma área que é o centro da fome e está relacionada com a ingestão de alimentos e saciedade da fome;
VI) Controle sobre a hipófise: o hipotálamo secreta hormônio que atuam como liberadores dos hormônios da hipófise anterior.
Funções comportamentais
I) Hipotálamo lateral: relaciona-se com a sede, fome e agressividade;
II) Hipotálamo ventromedial: relacionado com a saciedade da fome e da sede e tranqüilidade;
III) Região periventricular do hipotálamo: relaciona-se com a postura de medo ou de reação de punição;
IV) Hipotálamo anterior e posterior: relacionado com a atividade sexual.
Centro de recompensa: núcleos laterais e ventromediais do hipotálamo, juntamente com a amígdala, septo, alguns gânglios da base e algumas áreas do tálamo.
Centro de punição: substância cinzenta periquedutal e periventricular e amígdalas. O estímulo dessas áreas desencadeia no animal um comportamento de raiva.
Punição e Recompensa X Comportamento: o efeito dos tranqüilizantes nesses centros de punição e recompensa fazem com que o indivíduo reduza sua reatividade afetiva.
Punição e Recompensa X Memória: para que um estímulo fique certamente armazenado na memória é preciso que ele desencadeie uma reação de punição ou de recompensa. É como se fosse uma resposta reforçada para desencadear a memória.

  O hipotálamo, apesar de seu tamanho relativamente pequeno (do tamanho da unha do polegar) controla uma série de funções vitais. No sistema autônomo, o hipotálamo estimula os músculos lisos (vasos sangüíneos, estômago, intestino) e recebe impulsos sensoriais dessas áreas. Também apresenta importante papel na regulação de hormônios, temperatura corporal, glândulas adrenais e muitas outras atividades vitais.
        O hipotálamo é o intermediário do cérebro em traduzir as emoções em respostas físicas. Quando sentimentos intensos como raiva, medo, prazer e excitação são gerados na mente, o hipotálamo envia sinais para as mudanças fisiológicas através do sistema nervoso autônomo e através da liberação de hormônios da glândula pituitária. Sinais físicos de medo ou excitação como aumento dos batimentos cardíacos e respiração ofegantes são gerados no hipotálamo.
        A parte frontal do hipotálamo contém neurônios que abaixam a temperatura corpórea por relaxamento da musculatura lisa dos vasos sangüíneos, que causam dilatação e aumentam a perda de calor pela pele. O hipotálamo, através de seus neurônios associados com as glândulas sudoríparas da pele, pode promover a perda de calor aumentando a intensidade de perspiração. Por outro lado, o hipotálamo, quando a temperatura corpórea abaixa da faixa ideal, contrai os vasos sangüíneos, diminui a velocidade de perda de calor e causa um início de calafrios (que produz uma pequena quantidade de calor).
        O hipotálamo também é o centro de controle da fome e da sede. Em animais de experimentação, danos nessa porção do cérebro são associados com excessiva ingestão de alimentos e obesidade.

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