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Formação do osso

Formação óssea: Existem as células progenitoras do osso ou seja, células que estruturam o revestimento ósseo, consideradas células de "reserva";
Osteoblastos, são células diferenciadas, resposáveis pela produção da matriz óssea e secretora de coágeno e substância fundamental amorfa que constitui o osso inicial não mineralizado;
Osteócito, que é a célula madura na matriz óssea, responsável pala manutenção óssea;
Osteoclastos, que são as células remodeladoras do osso.

O processo de formação do osso é complexo e consiste no desenvolvimento do osso, então, classificado como ossificação endocondral (fase de matéria precursora) ou intramembranosa, um processo mais simples.

1 - Ossificação intramembranosa

Processo de formação do osso a partir de células mesenquimais. Ocorre por volta da 8ª semana da gestação. Há um intenso processo de vascularização em torno das células mesenquimais, fazendo com que estas células se tornem maiores e mais arredondadas com modificações das formas eosinofílicas para basofílicas. Formados então, estas células, agora osteoblastos, começam a produzir colágeno e proteoglicanas da matriz óssea, e à medida que a matriz se enche, os osteoblastos se separam e formam o que denomina-se espículas ósseas que paulatinamente são calcificadas e prolongadas.


2 - Ossificação endoncondral
Este processo inicia-se com agregação de délulas mesenquimais no local futuro do osso, diferenciam-se em condroblastos, produzem matriz cartilaginosa com a forma do osso que futuramente irá ser formado no local. Há entre os processos a hipertrofia dos condrócitos comprimindo a matriz cartilaginosa, síntese de fosfatase alcalina. Por fim, os condrócitos morrem e os espaços antes ocupados pelas células agora formam cavidades que permitem a passagem de vasos sanguíneos.

Dentre os distúrbios relacionados ao osso, estão aqueles que sofrem interferência na formação estrutural do osso e isto depende completamente da homeostasia mineral óssea, renal, sanguínea e endócrina. A integridade óssea depende fundamentalmente de cálcio e de vitamina D. Não só isto, mas a regulação intestinal na absorção do cálcio é muito importante e um fator determinante para a homeostasia do mineral na corrente sanguínea. Outro fator é a regulação do cálcio pelos rins, que também se torna um importante determinante do metabolismo ósseo, além da importante contribuição do sistema endócrino, onde o PTH é o hormônio que regula criticamente a concentração do cálcio sanguíneo, juntamente com a vitamina D.
Uma explanação simplória inicia quando admitimos compreender que o cálcio é oferecido junto à nossa alimentação na quantidade aproximada de 1000 mg/dia e absorvido pelo intestino na quantidade aproximada de 300 mg/dia, ou seja 30% do cálcio ingerido é absorvido, nas regiões do duodeno e no jejuno proximal. A eficiência na absorção de cálcio é regulada em células epiteliais do intestino delgado pela vitamina D na sua forma ativa: 1,25 (OH)2 D. A relação entre a absorção de cálcio e da concentração de vitamina D está em uma escala positiva de regressão linear, isto é, quanto maior a concentração de vitamina D, maior é a absorção do cálcio, e seus níveis opostos trabalham de forma oposta.
Os rins possuem uma taxa de filtração glomerular de cálcio de 120 ml/min o que corresponde a 10.000 mg/dia de cálcio filtrado.
Certamente, a impressão que se tem é que, por ser compacto e duro, o osso tem autonomia funcional isolada e não é assim. O osso depende, dos rins, do Ca+ presente no sangue, no osso e da absorção do Ca+ pelo trato gastrintestinal.

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