Pular para o conteúdo principal

Alongamento ósseo


O alongamento ósseo é procedimento cirúrgico que pode ajudar na correção de irregularidades do crescimento ocorrido na infância ou mesmo defeitos como seqüelas de acidentes, ou ainda para efeito estético indicado em indivíduos de baixa estatura que queiram crescer após o fechamento das placas de crescimento.

Nesta cirurgia o osso é cuidadosa e vagarosamente alongado após ser cortado e novo osso ocupará a zona alongada. Correções de angulações poderão também ser conseguidas pelo mesmo processo.

O histórico do alongamento ósseo começou no século XIX quando alguns cirurgiões se preocuparam na correção das discrepâncias entre os membros inferiores e em indivíduos de baixa estatura.

No entanto a técnica realmente evoluiu no século XX quando o cirurgião siberiano Ilizarov descobriu o fenômeno da osteogênese por distração (afastamento dos fragmentos), ou seja a habilidade do osso de se regenerar , preenchendo o espaço criado pela cirurgia com novo osso.

Ilizarov inventou um fixador externo para conseguir o alongamento ósseo, o que mudou a vida de milhares de pacientes.

Paralelamente ao desenvolvimento dos fixadores externos, sistemas de fixação interna (ou seja dentro do osso) foram investigados e implementados na prática cirúrgica para o tratamento de fraturas.

Em 1939, durante a 2° Grande Guerra Mundial, o cirurgião alemão Gerhard Kuntscher usou pela primeira vez um pino intramedular ósseo promovendo estabilidade nas fratruras do fêmur, iniciando assim a popularização do seu uso em outros ossos longos.

Com a experiência no tratamento das fraturas usando os pinos intramedulares bloqueados, vieram à tona e passaram também a ser usados como coadjuvantes dos alongamentos ósseos.

Este desenvolvimento foi extremamente benéfico para os pacientes, pois são muito mais confortáveis e aceitos do que os fixadores externos, gessos, etc.

Além disto os pinos intramedulares conseguem reduzir o tamanho das incisões, reduzem a fase dolorosa e também as complicações vásculo-nervosas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Forames do Crânio

Principais Forame do Crânio I. Fossa Craniana Anterior: -Lâmina Crivosa - nervo olfatório (NC I) -Nervo Óptico - Canal Óptico (NC II), artéria Oftálmica II. Fossa Craniana Mediana: -Fissura Orbital Superior - Oculomotor, Troclear, e nervo Abducente (NC III, IV, divisão do VI), nervo oftálmico do nervo Trigêmeo (NC V), veia oftálmica superior -Forame Redondo - nervo Maxilar divisão do nervo Trigêmeo (NC V) -Forame Oval - nervo Mandibular divisão do nervo Trigêmeo (NC V) (contém divisão motora), Nervo Petroso inferior (do NC IX), artéria meníngea adicional -Forame Espinhoso - artéria meníngea mediana -Forame Lacerado - artéria Carótida interna (os nervos petrosos maiores e profundos passam através, mas não por) III. Fossa Craniana Posterior: -Canal Carotídeo - artéria carótida interna, plexo Simpático, -Meato Acústico Interno - nervos facial e vestibulococlear (NC VII e VIII), nervos intermédios -Forame Jugular - nervo petroso inferior; seio sigmóide, Glossofaringeo, Vago, e nervos acess...

Pólipos nasais

Os pólipos nasais são formações carnudas da membrana mucosa nasal. As pessoas que sofrem de alergias que afectam o nariz (rinite alérgica) têm tendência para ter pólipos nasais. Os pólipos também podem formar-se durante infecções e desaparecer uma vez que esta diminua de intensidade. Os pólipos costumam crescer nas áreas onde a membrana mucosa se inflamou devido a uma acumulação de líquido, como na zona que rodeia as aberturas dos seios dentro da cavidade nasal. Enquanto se está a desenvolver, o pólipo assemelha-se a uma lágrima e quando está maduro parece-se com uma uva pelada sem grainha. O uso de um aerossol nasal com corticosteróides em certos casos diminui o tamanho dos pólipos ou elimina-os. Se os pólipos obstruírem o canal respiratório, é necessário recorrer à cirurgia. O mesmo se passa se causarem infecções nos seios ao obstruírem a sua drenagem ou se estiverem associados a tumores. Os pólipos voltam a crescer, a menos que a alergia ou a infecção subjacente seja controlada, mas...

Joelho

Anatomia dos Ligamentos do Joelho Os ligamentos cruzados são as estruturas responsáveis pela estabilidade do joelho e estão localizados no centro da articulação. O ligamento cruzado anterior (LCA) assim como o posterior (LCP), são extra sinoviais, apesar de intra-articulares. Eles recebem esta denominação de acordo com sua inserção tibial, e por se cruzarem no centro do joelho. O ligamento cruzado anterior origina-se na parte posterior do fêmur e insere-se anteriormente na tíbia, sendo que o ligamento cruzado posterior faz o trajeto contrário, originando-se anteriormente no fêmur e inserindo-se posteriormente na tíbia. Embriologia Os ligamentos cruzados surgem no embrião por volta do 45º dia, juntamente com os ligamentos colaterais, aparecendo como um conjunto de células orientadas, simulando os ligamentos cruzados na forma adulta. Anatomia LCA A origem femoral do ligamento cruzado anterior, esta localizada na porção póstero-lateral do intercondilo. A origem femoral tem uma forma co...