Pular para o conteúdo principal

Necroses Avasculares

As necroses avasculares são também conhecidas como necroses assépticas, infartos ósseos
ou osteonecroses que decorrem de alterações na circulação vascular óssea, por meio da
interrupção direta da circulação ou de circunstâncias subjacentes associadas, que levam a
um comprometimento vascular indireto. Os fatores de risco incluem corticoterapia, tabagismo,
alcoolismo, lúpus, anemia falciforme, coagulopatias, pancreatite crónica, radioterapia
entre outros. Radiologicamente as necroses avasculares se caracterizam por redução
volumétrica óssea, associada à esclerose e à irregularidades corticais. Na RM verificam-se
áreas de edema ósseo nas fases agudas e intenso hipossinal nas fases tardias, relacionada
com as áreas de esclerose pela morte do tecido ósseo. Os principais sítios de osteonecroses
são descritos a seguir:
Semilunar do carpo ou doença de Kienbock.
• Tuberosidade da tíbia ou doença de Osgood-Schlater.
• Navicular do tarso ou doença de Kohler.
• Apófise do calcâneo ou doença de Sever.
*Epífise da cabeça femoral ou doença de Legg-Perthes.
• Escafoide do carpo.
• Cabeça do segundo ou terceiro metatarso ou infração de Freiberg.

Postagens mais visitadas deste blog

Forames do Crânio

Principais Forame do Crânio I. Fossa Craniana Anterior: -Lâmina Crivosa - nervo olfatório (NC I) -Nervo Óptico - Canal Óptico (NC II), artéria Oftálmica II. Fossa Craniana Mediana: -Fissura Orbital Superior - Oculomotor, Troclear, e nervo Abducente (NC III, IV, divisão do VI), nervo oftálmico do nervo Trigêmeo (NC V), veia oftálmica superior -Forame Redondo - nervo Maxilar divisão do nervo Trigêmeo (NC V) -Forame Oval - nervo Mandibular divisão do nervo Trigêmeo (NC V) (contém divisão motora), Nervo Petroso inferior (do NC IX), artéria meníngea adicional -Forame Espinhoso - artéria meníngea mediana -Forame Lacerado - artéria Carótida interna (os nervos petrosos maiores e profundos passam através, mas não por) III. Fossa Craniana Posterior: -Canal Carotídeo - artéria carótida interna, plexo Simpático, -Meato Acústico Interno - nervos facial e vestibulococlear (NC VII e VIII), nervos intermédios -Forame Jugular - nervo petroso inferior; seio sigmóide, Glossofaringeo, Vago, e nervos acess...

Joelho

Anatomia dos Ligamentos do Joelho Os ligamentos cruzados são as estruturas responsáveis pela estabilidade do joelho e estão localizados no centro da articulação. O ligamento cruzado anterior (LCA) assim como o posterior (LCP), são extra sinoviais, apesar de intra-articulares. Eles recebem esta denominação de acordo com sua inserção tibial, e por se cruzarem no centro do joelho. O ligamento cruzado anterior origina-se na parte posterior do fêmur e insere-se anteriormente na tíbia, sendo que o ligamento cruzado posterior faz o trajeto contrário, originando-se anteriormente no fêmur e inserindo-se posteriormente na tíbia. Embriologia Os ligamentos cruzados surgem no embrião por volta do 45º dia, juntamente com os ligamentos colaterais, aparecendo como um conjunto de células orientadas, simulando os ligamentos cruzados na forma adulta. Anatomia LCA A origem femoral do ligamento cruzado anterior, esta localizada na porção póstero-lateral do intercondilo. A origem femoral tem uma forma co...

Pólipos nasais

Os pólipos nasais são formações carnudas da membrana mucosa nasal. As pessoas que sofrem de alergias que afectam o nariz (rinite alérgica) têm tendência para ter pólipos nasais. Os pólipos também podem formar-se durante infecções e desaparecer uma vez que esta diminua de intensidade. Os pólipos costumam crescer nas áreas onde a membrana mucosa se inflamou devido a uma acumulação de líquido, como na zona que rodeia as aberturas dos seios dentro da cavidade nasal. Enquanto se está a desenvolver, o pólipo assemelha-se a uma lágrima e quando está maduro parece-se com uma uva pelada sem grainha. O uso de um aerossol nasal com corticosteróides em certos casos diminui o tamanho dos pólipos ou elimina-os. Se os pólipos obstruírem o canal respiratório, é necessário recorrer à cirurgia. O mesmo se passa se causarem infecções nos seios ao obstruírem a sua drenagem ou se estiverem associados a tumores. Os pólipos voltam a crescer, a menos que a alergia ou a infecção subjacente seja controlada, mas...