quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Hérnia Cervical


Como na hérnia de disco lombar, na hérnia de disco cervical também ocorre um deslocamento do núcleo, a parte interna do disco intervertebral, através de uma ruptura do anel fibroso, a parte externa do disco. Na região cervical, o fragmento de núcleo que escapa de dentro do disco pode comprimir uma das raízes nervosas cervicais, ou mesmo a medula espinhal. Quando há compressão da raiz, o sintoma é uma dor forte em um dos braços, conhecida como cérvico-braquialgia. Quando há compressão da medula, pode se desenvolver um quadro mais sério, comprometendo a motricidade do corpo, chamado de mielopatia. Na maioria dos casos a hérnia de disco pode ser tratada com medicações para reduzir a dor e a inflamação do nervo, repouso relativo e fisioterapia. A cirurgia esta indicada nos casos de compressão da medula com mielopatia, nos casos em que sofrimento da raiz nervosa é muito intenso, e quando não há melhora com o tratamento clínico. Existem diferentes técnicas cirúrgicas para o tratamento das hérnias de disco cervical, mas o mais comum é a retirada do disco com artrodese cervical.

Fratua de coluna vertebral


Trauma da coluna vertebral

A coluna vertebral é formada por 33 vértebras (7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 coccígeas). A cauda eqüina é formada pela convergência das raízes nervosas lombares inferiores (L3 a L5), sacrais e coccígeas. Uma avaliação inicial da gravidade da lesão medular pode ser obtida pelo exame da função neurológica sacral. Flexão do hálux. Tônus anal. Reflexo cutâneo-anal. Reflexo bulbo cavernoso. Função vesical e retal. A presença de função sacral indica que a lesão medular é incompleta (prognóstico favorável). Fraturas estáveis: fixação externa. Fraturas instáveis: fixação interna. Fraturas occipto-atlanto-axiais (C1-C2) Fratura dos côndilos occipitais Rara. Jovens, trauma de alta energia. Pode não ser vista ao RX. Exame de escolha: TC Fratura de Jefferson (Atlas) Trauma de compressão axial do crânio sobre o Atlas. Pode haver lesão da artéria vertebral levando à síndrome de Wallemberg (isquemia bulbar) Exame de escolha: AP com boca aberta (RX do processo odontóide); TC indicada em casos duvidosos (principalmente crianças) O tratamento das fraturas estáveis (sem rotura do ligamento tranverso é feito com colar cervical rígido por 3 meses. Nas fraturas instáveis, tração craniana 2-6 semanas seguida imobilização (Halo vest) 3 m. A artrodese atlanto-axial é indicada em casos de subluxação atlanto-axial (distância entre o arco anterior de C1 e processo odontóide > 5 mm) Fratura do processo odontóide Fratura mais comum da coluna cervical alta. Pode cursar com luxação/ subluxação atlanto-axial, sendo o mecanismo mais freqüente a hiperflexão. Deslocamento < 5 mm idade < 50 anos: conduta conservadora. Deslocamento > 5 mm ou idade > 50 anos: artrodese. Luxação: sempre tratamento cirúrgico. Fratura do enforcado (espondilolistese de C2). Fratura típica por hiperextensão-distração. Alarga o canal medular, sendo raro o trauma de medula. Tratamento: conservador (halo vest). Fraturas da coluna cervical baixa (trauma raquimedular) 85 % das fraturas cervicais, sendo mais comuns em C5-C6. Lesões de C1-C2 ou C2-C3 com acometimento medular, geralmente são fatais (parada respirada respiratória imediata por disfunção frênica). Lesões C3-C4 e C4-C5 com acometimento da medula, acarretam instabilidade respiratória com hipoventilação progressiva. O nervo frênico origina-se entre C3 e C5. A lesão da medula cervical pode ser completa ou incompleta. Completa: síndrome da secção medular: tetraplegia. Incompleta: mantém a função sacral e prognóstico favorável. Síndrome centro-medular: perda da força muscular e sensibilidade nos membros superiores, principalmente mãos. Síndrome medular anterior: tetraplegia e perda da sensibilidade dolorosa. Síndrome de Brown-Sequard: hemisecção medular: hemiplegia mais perda da propriocepção ipsilateral mais perda da sensibilidade dolorosa contralateral. Choque medular: pode reverter após 24 48 horas. O tratamento do TRM é de urgência. Na presença ao exame de qualquer lesão raquimedular, e quando o trauma ocorreu a menos de 8 horas, deve-se fazer metilprednisolona IV por 24 horas (casos até 3 horas após o trauma) e por 48 horas (casos 3-8 horas após), para reduzir o edema e aformação de radicais livres. Alguns pacientes evoluem com choque neurogênico. Tratamento = aminas vasopressoras (noradrenalina) e reposição volêmica. Paciente com TRN sem distração vertebral (alargamento do espaço discal): tratamento = tração craniana: inicia com peso de 5 Kg co mreavaliação neurológica a cada 15-30 minutos. Pode ir aumentando-se o peso até 70 % do peso corporal. RNM: melhor exame para avaliar lesão medular e ligamentar. Cirugia de fixação interna (fusão vertebral): indicada em todas as fraturas ou luxações com critério de instabilidade cervical. Na maior parte dos casos utiliza-se a fixação posterior.A fixação anterior é feita em casos de fratura grave do corpo vertebral ou quando é necessária a cirurgia descompressiva. Os dois tipos mais comuns de lesão cervical baixa são Fratura-luxação por hiperflexão (sem compressão): mais comum geralmente por desaceleração rápida de veículo. Fratura por compressão-huperflexão: grave, quase sempre acarreta lesão medular irreversível. Geralmente adultos jovens que mergulham em águas rasas. Fratura em lágrima. Fratura cervical explosiva: pode se associar à fratura de Jefferson. Cabeça se mantém neutra durante trauma axial. Comum em C7. Fratura por hiperextensão: geralmente colisão traseira em veículo sem amparo para cabeça, também por mergulho. Síndrome de Schneider: raio-x e TC normais, ligamento amarelo comprime medula. Fraturas cervicais estáveis: são aquelas sem TRM, com translação menor que 3,5 mm, com angulação inferior a 11°, com compressão menor que 50 % e sem rotura ligamentar de 2 ou mais colunas. Fratura do padejador de barro: fratura por avulsão do processo espinhoso, geralmente C7. Tratamento: colar cervical rígido.

Fraturas tóraco-lombares

Correspondem a 90 % das fraturas de coluna. O segmento torácico até T10-T11 é mais fixo (pelo arcabouço das costelas), enquanto o segmento lombar é mais móvel. As fraturas incidem mais em T12, L1 e L2. Podem ser divididas em estáveis e instáveis, estas últimas definidas pela lesão de 2 ou mais colunas. As fraturas torácicas instáveis podem lesar a medula, provocando paraplegia, e as lombares podem lesar a cauda eqüina. Síndrome da cauda eqüina: perda da função motora, sensitiva e reflexa de L4-L5 a S5. Paraparesia, anestesia em sela (sacral), a ausência de reflexos sacrais e tônus retal, ausência do sinal de Babinski e disfunção esfincteriana (principalmente bexiga neurogênica). Fratura impactada (compressão): mais comum, predominando em idosos com osteoporose da coluna. Paciente cai de costas batendo no chão com as nádegas. Dor na coluna e cifose. Tratamento conservador. Fratura explosiva: após queda de grandes alturas com os calcanhares batendo no chão. A força axial é transmitida para a coluna lombar. É comum fratura de calcâneo associada. Fratura de Chance (cinto de segurança): fratura impactada associada a trauma abdominal fechado.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Fratura de Smith



Esta fratura foi descrita pela primeira vez, em 1847, por Smith que escreveu: "I can not speak with accuracy as the anatomical characters of the injury, having never had an oppurtunity of examining after death the skeleton of the forearm in those who had during life met with this accident". Trata-se de uma fratura da extremidade inferior do rádio com deslocamento palmar do fragmento radial distal e deslocação da articulação radiocubital distal. A fratura é provocada por uma queda no dorso do punho flectido.Anatomia do punhoUm grande número de articulações está presente na região da mão.O punho é uma articulação radiocarpal, classificada como uma articulação elipsóide, com dois graus de liberdade de movimento. A superfície articular do rádio é côncava, e inclui um disco articular localizado próximo a ulna, exatamente para completar essa concavidade, preenchendo o espaço criado pela ausência de superfície articular entre a ulna e os ossos do carpo. As superfícies articulares do escafóide e do semilunar são convexas para corresponder à concavidade do rádio.Os movimentos de abdução e adução ocorrem na articulação radiocarpal ao redor de um eixo que passa pelo capitato, sendo que o desvio em direção a ulna (adução) é aproximadamente o dobro do desvio em direção ao rádio.Uma parte do movimento de extensão e flexão do punho ocorre na junta radiocarpal, e o restante na junta mediocarpal (entre as fileiras proximal e distal dos ossos carpais). Dessa forma, o eixo para os movimentos de flexão e extensão do punho muda durante o arco de movimento. A maior parte do movimento de flexão ocorre na articulação radiocarpal (cerca de 50 graus), e o restante ocorre na junta mediocarpal (cerca de 35 graus). Inversamente, a porção principal do movimento de extensão ocorre na articulação mediocarpal, com contribuição menor da radiocarpal.

Entorse de tornozelo


INTRODUÇÃO
A entorse é um movimento violento, com estiramento ou ruptura de ligamentos de uma articulação. A entorse de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas mais freqüentemente encontradas na população ativa, que geralmente envolve lesão dos ligamentos laterais. Ocorre com maior frequência nos atletas de futebol, basquete e vôlei, correspondendo a cerca de 10% a 15% de todas as lesões do esporte. No Reino Unido, ela acontece em uma a cada 10.000 pessoas da população geral, isto é, cerca de 5.000 lesões por dia. A entorse do tornozelo pode evoluir com complicações, com vários graus de limitação funcional.
A estabilidade lateral do tornozelo é dada pelo mecanismo contensor dos ligamentos talo-fibular anterior, posterior e talo-calcâneo, associada ao terço distal da fíbula. O mecanismo de lesão habitual é a inversão do pé com flexão plantar do tornozelo, numa intensidade além do normal, que acontece geralmente ao pisar em terreno irregular ou degrau. Este movimento anômalo proporciona uma lesão que se inicia no ligamento talo-fibular anterior e pode progredir para uma lesão do ligamento calcâneo-fibular, com o aumento da energia do trauma. A lesão do ligamento talofibular posterior é rara, ocorrendo apenas na luxação franca do tornozelo.

COMO CLASSIFICAR A ENTORSE DE TORNOZELO?

A classificação de entorse de tornozelo é baseada no exame clínico da área afetada e divide a lesão em três tipos:
grau 1- estiramento ligamentar;
grau 2-lesão ligamentar parcial;
grau 3-lesão ligamentar total.
O quadro clínico encontrado é de dor, com edema localizado na face ântero-lateral do tornozelo, equimose mais evidente após 48 horas e dificuldade para deambular. Quanto mais grave a lesão, mais evidentes ficam os sinais. A associação destes sintomas
com o teste da gaveta anterior positivo permite caracterizar uma lesão grau 3 em 96% dos casos.

SÃO NECESSÁRIOS EXAMES COMPLEMENTARES?

A necessidade de exames complementares para entorse de tornozelo baseia-se na suspeita de fraturas associadas. Das radiografias realizadas em doentes com lesão de tornozelo, 85% são normais. Com intuito de evitar radiografias desnecessárias, foram criadas regras (regras de Ottawa para tornozelo) que indicam a realização de radiografias apenas quando houver dor em pontos ósseos específicos ou na impossibilidade do apoio de marcha (pelo menos quatro passos). Esta regra mostrou sensibilidade de 99,7%, porém com especificidade variável (10% a 70%).
A ressonância magnética pode ser indicada nos casos de persistência da dor após três meses da lesão inicial, com o objetivo de investigar lesões associadas, como osteocondral, do impacto ântero-lateral e identificar lesões ligamentares crônicas.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

TA-GT

MEDIDAS DA TA-GT:

Para as medidas da TA-GT deve ser utilizado recursos de software do tomógrafo, onde devera sobrepor as imagens ( IMAGEM 3 ) escolhidas que melhor mostre o arco romano( IMAGEM 1 );com a imagem que mostre o ponto mais elevado da tuberosidade anterior da tíbia (IMAGEM 2 ). Daí será utilizado 3 linhas para a mensuração, a primeira linha deve ser passada tangenciando os bordos posteriores dos côndilos femurais, a segunda linha deve sair da garganta da tróclea perpendicularmente a primeira e a terceira linha sai do ponto mais elevado da TAT também perpendicular a primeira e paralela a segunda, por último deve então medir a distância entre a segunda e terceira linha cujo valor normal é de 13mm.
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Alongamento ósseo


O alongamento ósseo é procedimento cirúrgico que pode ajudar na correção de irregularidades do crescimento ocorrido na infância ou mesmo defeitos como seqüelas de acidentes, ou ainda para efeito estético indicado em indivíduos de baixa estatura que queiram crescer após o fechamento das placas de crescimento.

Nesta cirurgia o osso é cuidadosa e vagarosamente alongado após ser cortado e novo osso ocupará a zona alongada. Correções de angulações poderão também ser conseguidas pelo mesmo processo.

O histórico do alongamento ósseo começou no século XIX quando alguns cirurgiões se preocuparam na correção das discrepâncias entre os membros inferiores e em indivíduos de baixa estatura.

No entanto a técnica realmente evoluiu no século XX quando o cirurgião siberiano Ilizarov descobriu o fenômeno da osteogênese por distração (afastamento dos fragmentos), ou seja a habilidade do osso de se regenerar , preenchendo o espaço criado pela cirurgia com novo osso.

Ilizarov inventou um fixador externo para conseguir o alongamento ósseo, o que mudou a vida de milhares de pacientes.

Paralelamente ao desenvolvimento dos fixadores externos, sistemas de fixação interna (ou seja dentro do osso) foram investigados e implementados na prática cirúrgica para o tratamento de fraturas.

Em 1939, durante a 2° Grande Guerra Mundial, o cirurgião alemão Gerhard Kuntscher usou pela primeira vez um pino intramedular ósseo promovendo estabilidade nas fratruras do fêmur, iniciando assim a popularização do seu uso em outros ossos longos.

Com a experiência no tratamento das fraturas usando os pinos intramedulares bloqueados, vieram à tona e passaram também a ser usados como coadjuvantes dos alongamentos ósseos.

Este desenvolvimento foi extremamente benéfico para os pacientes, pois são muito mais confortáveis e aceitos do que os fixadores externos, gessos, etc.

Além disto os pinos intramedulares conseguem reduzir o tamanho das incisões, reduzem a fase dolorosa e também as complicações vásculo-nervosas.

ECRANS

ECRANS
1 O ecran é constituído por um suporte de material radio transparente e de plástico ou outro similar.
2 A emulsão deverá ser uniforme em espessura e número igual de cristais por cm2.
3 A intensidade da luz emitida pelo ecran é diretamente proporcional à quantidade de raios X recebida e ao tamanho dos cristais.
4 A nitidez da imagem é inversamente proporcional ao tamanho dos cristais.
5 Para um mesmo efeito luminescente, os ecrans de cristais maiores requer menos raios X.
6 A sensibilidade do ecran é maior quando constituído por cristais maiores e é chamada de ecran rápido.
7 Se os cristais que o constituem forem menores a sua sensibilidade será menor e é denominado ecran lento.
8 Para um mesmo efeito luminescente o ecran lento requer mais raios X.
9 Por menor que sejam os cristais utilizados nos ecrans a nitidez da imagem radiográfica é sempre, menor do que as radiografias tomadas sem ecran.
10 Os ecrans rápidos são utilizados em radiografia que não requeira grande nitidez e que, exija pequena dosagem (tempo de exposição curto). Radiografia de tubo digestivo, por exemplo.
11 Os ecrans lentos são utilizados para radiografias de órgãos fixos e de movimentos voluntários (controláveis). Exemplo: radiografia do esqueleto.
12 A ação dos ecrans intensificadores não infui na potência da radiação. A imagem se intensifica (fica mais forte), porém a qualidade e a intensidade da radiação continua inalterada.
13 Para um mesmo grau de intensidade da imagem, a radiação necessária é bem menor. Por este fato, em proteção e higiene das radiações, os ecrans são considerados um meio de proteção.
14 Em serviço de radiologia geral deve-se utilizar sempre ecrans de sensibilidade uniforme. A variação propicia erros que causam danos materiais e radiação desnecessária.
15 Os ecrans deverão manter um contato uniforme com o filme.


MANUTENÇÃO DOS ECRANS
Diariamente abrir o chassis e proceder a limpeza dos ecrans retirando impurezas e resíduos de papel ou do acolchoado com algodão seco.
Evitar a queda do chassis.
Para colocação do filme, manter o chassis com a tampa para baixo e para retirar o filme colocar o chassis sobre a mesa com a tampa para cima.
Não toque na superfície do ecran, principalmente com os dedos úmidos de químico ou suor.
Jamais tente tirar impurezas assoprando. Utilize pincel macio ou algodão seco.
Eventualmente os ecrans poderão ser lavados com algodão embebido de um químico especial ou com água e sabão neutro. A lavagem deverá ser efetuada com grande cuidado.
Após a lavagem, secar com mecha de algodão seco.

Filmes Radiográficos

FILMES

1 A base do filme radiográfico é constituída por uma película de material transparente, flexível e de grande resistência ( durabilidade); O POLYESTER.
2 Como suporte de aderência dos cristais de brometo de prata, emprega-se uma substância coloidal, geralmente a gelatina orgânica de origem animal. Daí a sua perecividade.
3 A durabilidade de um filme virgem, varia de acordo com o tipo e a procedência, porém, a maioria conserva as suas características , aproximadamente, por 12 meses.
4 Após este período, o material orgânico entra em processo de deteriorização e não mais permite uma boa transparência.
5 Uma vez exposto à ação da luz ou qualquer energia, ionizante, o período de durante diminui rapidamente.
6 Excesso de temperatura ou alto nível de umidade também podem danificar o filme.
7 A sensibilidade do filme é determinada pela quantidade de energia que requer para atingir um determinado grau de precipitação. Quanto menor a quantidade de energia requerida, maior será a sensibilidade do filme.
8 Podemos, então, afirmar que a dosagem necessária para se obter uma boa precipitação é inversamente proporcional à sensibilidade do filme.
9 A combinação de bromo e prata (brometo de prata), assim como outros alógenos de prata tem a grande vantagem de poder variar o tamanho do cristal resultante. Durante a preparação da emulsão, o tamanho dos cristais podem ser pré-estabelecidos.
10 As emulsões de cristais maiores necessitam menor quantidade de energia para um mesmo grau de precipitação. Então,
11 O grau de sensibilidade do filme é diretamente proporcional ao tamanho dos cristais de sua emulsão.
12 São fatores que, também influem na sensibilidade do filme, a espessura e a quantidade da camada da emulsão. Nos filmes radiográficos comuns a emulsão é mais espessa e duplicada. Ambas as faces da película são emulsionadas.
13 Alguns filmes de aplicação especifica como o tipo MN ( medicina nuclear), além de serem emulsionados somente numa das faces, os cristais são extremamente finos o que os torna duplamente menos sensíveis.
14 Tecnicamente, o filme de maior sensibilidade é chamado de “filme brando” e o de menor sensibilidade de “filme duro”. São corretos, também os termos “rápido” e “lento” como sinônimo respectivamente de “brando” e “duro”.
15 Densidade radiográfica, é o grau de precipitação dos cristais de brometo de prata do filme, isto é, o grau de enegrecimento.
16 Se o filme permitir a passagem de 1/10 da luz incidente a densidade fotográfica será igual a 1. Passando 1/100, a densidade será igual a 2. Se passar somente 1/1000, o filme estará quase totalmente negro, e a densidade será igual a 3. Se a luz incidente atravessar o filme estará totalmente transparente e a densidade será igual a 0.
17 Contraste radiográfico é a relação entre as diferentes tonalidades das cores do filme, que varia do preto (opaco) ao branco (transparente).
18 O grau ideal do contraste obtém-se quando as imagens de várias estruturas são perfeitamente visíveis.
19 O excesso ou falta de densidade prejudica o contraste.
20 Nitidez ou definição é a quantidade da imagem radiográfica quando é constituída por pontos e linhas finas e firmes, como se tivessem sido traçados a “bico de pena”.
21 Detalhe Radiográfico – consideram-se dois tipos distintos de detalhes: o mono estrutural e o poli estrutural. O primeiro refere-se à riqueza de estrutura de uma região constituída por elementos químicos de mesmo número atômico, (tecido ósseo por exemplo). O segundo quando na radiografia apresentam-se imagens de varias estruturas constituídas por elementos de números atômicos diferentes, (por exemplo: trama pulmonar, tecido muscular e tecido ósseo).
22 Filme de cristais de Brometo de Prata menor produz imagem mais nítida. A nitidez da imagem é inversamente proporcional ao tamanho dos cristais.
23 Os vários tipos de filmes radiográficos não podem ser utilizados indiscriminadamente. Cada tipo possui características diferentes e objetivas, e com finalidades especificas.
MANUSEIO E CUIDADOS ESPECIAIS
1 Como já foi visto, existe um limite de durabilidade do filme. Portanto, não se deve estocar quantidade superior ao consumo médio de alguns meses.
2 Deve ser armazenado em compartimento arejado e seco e de preferência em sala interna.
3 Manter as caixas dispostas em posição vertical.
4 É aconselhável um sistema de identificação da data de armazenamento de modo a utilizar sempre os mais antigos.
5 Não pode ser armazenado com qualquer produto radioativo.
6 Evitar queda das caixas ou qualquer choque na embalagem.
7 O estoque não pode ser feito próximo das salas de exames radiológicos.
8 Manter na câmara escura somente o necessário para um dia de trabalho.
9 Manusear sempre com delicadeza, segurando-o nos bordos e mantendo a película sempre na posição vertical.
10 Não manter o filme dentro do chassis por mais de 48 horas. Se não for utilizado dentro deste período, deverá retirar e recolocá-la na caixa.
11 Chassis carregados não devem permanecer nas salas de exames e exposto à possível radiação dispersa.
12 Se o processamento for manual, após a imersão no químico revelador,a gelatina se dilata e fica menos consistente. Manusear com cuidado para evitar arranhões.

Fatores Ópticos

Os fatores Óticos são todos os fatores que se relacionam com o tubo.

O fator tamanho refere-se ao tamanho do foco. FOCO FINO e FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

FOCO DE RAIOS X ou PONTO FOCAL: sabemos que é o ponto de placa do anódio onde os elétrons bombardeiam, produzindo em conseqüência raios X. Existem ampolas cuja placa apresenta DOIS PONTOS FOCAIS, um maior que o outro. Ao ponto onde os elétrons bombardeiam em área menor, dá-se o nome de FOCO FINO e ao ponto onde a área de incidência é maior, FOCO LARGO ou FOCO GROSSO.

Ao fato de existirem dois pontos focais, é devido ao catódio ser provido de DOIS FILAMENTOS, um maior que o outro. Quando é aquecido o filamento menor, logicamente os elétrons atraídos bombardearão o anódio em área menor, dada a menor espessura do feixe eletrônico. Isto é óbvio, pois sendo menor o filamento, menos espesso será o feixe eletrônico, o que torna os elétrons mais COMPACTOS e por conseguinte, os raios X produzidos serão mais atenuantes, por serem também mais compactos, mais unidos por assim dizer. É por isso que nos utilizamos do foco fino quando desejamos executar uma técnica, de modo que a radiografia obtida apresente os mínimos detalhes, permitindo assim um leitura mais profunda, para um laudo mais preciso.

A falta de detalhes apresentada por uma radiografia feita em Foco Largo, é conseqüência do halo de penumbra que o mesmo produz na imagem radiográfica. Como sabemos, as linhas de definição de uma radiografia, não devem exceder de 1/7 mm, e o halo de penumbra na imagem, em certas circunstâncias, excede em muito este limite, como por exemplo, quando a distância do objeto do filme é grande.

Tentaremos, através do esquema abaixo, tornará mais compreensível o que se acabou de relatar.

Indubitavelmente as radiografias feitas com foco fino são bem mais detalhadas que as feitas com foco grosso porém, para determinados exames é desaconselhável o uso do foco fino, como por exemplo do coração e vasos, do tubo digestivo e outros. Estes órgãos, devido aos movimentos que lhes são próprios, isto é, ide pendentes de nossa vontade (diástole e sístole do coração, circulação sanguínea, peristaltismo do tubo digestivo) devem ser radiografados dentro do menor espaço de tempo possível e para isso é necessário alta mA para compensar o pouco tempo de exposição. O foco fino, não resiste a alta miliamperagem com pouco tempo de exposição; fatalmente se funde.

Os fabricantes, a fim de preservar o tubo, constroem os aparelhos com calibragem adequada, impossibilitando a aplicação de maior mA mesmo que deseje.

Órgãos cujos movimentos podemos controlar, por serem dependentes de nossa vontade, como os ossos dos membros e extremidades, da cabeça, articulações, etc., podem ser radiografados como foco fino, utilizando-se baixa miliamperagem, compensada com maior tempo de exposição, sem o risco de se fundir.

O foco grosso, apesar de não produzir raios X em condições tão boas quanto aos produzidos no foco fino, tem a vantagem de suportar alta mA, permitindo-nos radiografar o órgão em frações de segundo, sem o risco de se fundir. O prejuízo do detalhe é compensado com a vantagem de poder-se utilizar o foco grosso para todo e qualquer exame.

Os focos são controlados por um dispositivo especial, situados na mesa de comando, denominado COMUTADOR DE FOCO. Quando se liga a corrente para o filamento menor, automaticamente é desligada do filamento maior e vice-versa, não havendo possibilidade de se aquecerem ao mesmo tempo, o que certamente causaria danos a ampola.

Para termos noção do foco que está sendo utilizado, o comutador indica por meio de sinais característicos, pintados ou gravados na mesa de comando, facilmente compreensíveis, geralmente representados por números (1 e 2), por letras ( F e G), por algarismos romanos (I e II), por dois traços, sendo um mais espesso que o outro, havendo também alguns escritos por extenso (fino e grosso) e etc.

Como fator ótico, o FATOR DISTÂNCIA relaciona-se com o tubo. É a distância compreendida entre o FOCO e o FILME, denominada DISTÂNCIA FOCO FILME.

DISTÂNCIA FOCO FILME (D.F.F.):- A boa densidade de uma radiografia, e o que é o mais importante , a IGUALDADE DE DENSIDADE de uma para outra radiografia, principalmente em se tratando de diferentes órgãos, não será obtida, se não utilizarmos a D.F.F. adequadamente, pois , esta deverá ser utilizada de acordo com os fatores elétricos aplicados. Se aplicarmos determinado mA e KV a uma determinada D.F.F. e depois aumentarmos esta distância, logicamente a radiografia feita com maior distância e os mesmos fatores elétricos, apresentar-se-á menos densa, ou como dizemos na gíria radiológica, ficará “Flou”e se a diminuirmos, a radiografia apresentar-se-á queimada. Além disso, há de se considerar o detalhe e a distorção. Para cada órgão ou região do paciente, devemos utilizar determinada distância, a fim de que a radiografia obtida ofereça-nos o máximo em DETALHE e a mínima DISTORÇÃO. Detalhe é aproximação máxima da imagem radiográfica com o original. Radiografia detalhada é aquela que apresente todas as características possíveis do órgão, inclusive das dimensões.

A imagem do órgão gravada na película radiográfica pelos raios X, se apresenta sempre com as dimensões aumentadas, aumento este causado por diversos fatores, que em capítulos posteriores trataremos com mais minúcias. Dá se o nome de DISTORÇÃO a este aumento. Além do aumento da imagem, a distorção se apresenta sob outros aspectos, como exemplo: das linhas e formas do órgão, ou das relações entre um e outro.

A DISTORÇÃO (aumento da imagem) É INVERSAMENTE PROPORCIONAL À D.F.F UTILIZADA. Dedução: Quanto MENOR a distância, maior é a distorção. É por isso que utilizamos maior a D.F.F. quando desejamos radiografar um órgão ou uma região com a mínima distorção, como por exemplo do coração e vasos da base, mediastino, etc..

A fidelidade da imagem obtida com maior D.F.F., deve-se ao fato de : Quanto MENOR distância, MAIOR é a DIVERGÊNCIA dos raios e quanto MAIOR a distância, tanto mais PARALELOS são os raios. Aliás, o que acabamos de afirmar, é apenas uma expressão teórica e nos apressamos a esclarece-la devidamente, pois na realidade, com a maior ou menor distância, os raios NÂO se tornarão PARALELOS ou DIVERGENTES. De modo algum mudarão seu curso. O feixe de raios X se projeta em linha reta, porem divergente, e esta divergência continuará até o infinito ou finito (não sabemos precisar) aumentando cada vez mais a área de incidência.

Exemplo típico é o projetor cinematográfico, sobejamente conhecido por todos. Quanto maior a sala de projeção, tanto maior deverá ser a tela, pois sendo maior a sala, obviamente tornar-se-á maior a distância do projetor à citada tela, o que torna por sua vez maior a área de incidência do feixe luminoso.

O que podemos afirmar sem receio de embargos é que QUANTO MAIS PRÓXIMOS DO RAIO CENTRAL (centro do feixe de raios X) MAIS PARALELOS SÃO OS RAIOS E QUANTO MAIS DISTANTES DO RAIO CENTRAL, MAIS DIVERGENTES SÃO OS RAIOS.

Observando-se o esquema abaixo, nota-se que o objeto é atingido pelos raios divergentes (raios periféricos do feixe) quando D.F.F. é pequena, sendo seu diâmetro bastante aumentado ao ser projetado no filme, e aumentando-se a D.F.F., os raios divergentes se perdem no espaça ou são absorvidos pelos anti-difusores, sendo o objeto atingido somente pelos raios mais centrai, menos divergentes e o aumento do diâmetro da imagem projetada na película será bem menor. Daí a expressão teórica muito acertada, porém mal interpretada de que: QUANTO MENOR A DISTÂNCIA, MAIS DIVERGENTES SÃO OS RAIOS E QUANTOE MAIOR A DISTÂNCIA, MAIS PARALELOS SÃO OS RAIOS.

Com exceção das técnicas especializadas, as distâncias de BOM EFEITO RADIOGRÁFICO são de 0,75m, a 1,00m para ossos e articulações.

De 1,00m para órgãos abdominais e de 1,50m a 1,83m para o tórax.
Para o coração e vasos da base, a distância ideal para que a distorção seja mínima possível, deverá ser de 2,00m.

Radiografia feita à D.F.F. de 1,83m a 2,00m, chama-se TELERADIOGRAFIA. TELE significa DISTÂNCIA, de modo que teleradiografia que quer dizer RADIOGRAFIA A DISTÂNCIA.

O EFEITO FOTOGRÁFICO DOS RAIOS X É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DAS DISTÂNCIAS. Concluímos que: quanto MAIOR a D.F.F., MENOR é o poder de penetração dos raios X e quanto MENOR a D.F.F., MAIOR é o poder de penetração dos raios X.

A intensidade dos raios X DIMINUI à medida que é aumentada a D.F.F., assim como AUMENTA quando é diminuída a D.F.F.. Para que o EFEITO FOTOGRÁFICO não seja alterado, produzindo em conseqüência radiografia “Flou ou Grelhada”, aconselha-se compensar o aumento ou diminuição da D.F.F. com um dos fatores elétricos, de preferência o mAs. A experiência nos tem demonstrado de que compensando-se com o KV, o resultado não é tão satisfatório , principalmente porque é difícil criar-se uma fórmula que defina exatamente a quantidade de KV a ser alterada, a fim de compensar a variação das distâncias. Além disso, compensando-se o mAs, as radiografias apresenta-se mais contrastadas.

A técnica radiográfica, para ser bem sucedida, deve obedecer o seguinte critério:

1 DENSIDADE DA REGIÃO.
2 mAs ADEQUADA À REGIÃO.
3 D.F.F. ADEQUADA AO mAs APLICADO, OU VICE-VERSA.
4 KV DE ACORDO COM ESPESSURA DA REGIÃO E A CONSTANTE DO APARELHO.

LEI DO INVERSO DOS QUADRADOS:- O EFEITO FOTOGRÁFICO DOS RAIOS X, É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO QUADRADO DA DISTÂNCIA. Este efeito, onde a radiação cobre uma determinada área, a uma distância de 1,00m do ponto focal por exemplo, tem que se dispersar a fim de cobrir uma área QUATRO VEZES MAIOR, quando a citada distância (do foco ao objeto) passa de 1 para 2,00m; isto porque, consoante à geometria a área da base de uma pirâmide que tenha o dobro da altura de uma semelhante, é QUATRO VEZES MAIOR. Como o feixe de raios X tem o formato de uma pirâmide, pois que seus raios são divergentes, conclui-se que a intensidade da radiação (efeito fotográfico ) é QUATRO VEZES MENOR em um ponto da área correspondente à distância aumentada, igual a área da metade desta distância, representam apenas UMA QUARTA PARTE, sendo que os TRÊS QUARTOS restantes se dispersam. Daí a necessidade de se compensar a perda de intensidade dos raios X.

O Fator Efeito refere-se ao EFEITO ANÓDICO. Efeito Anódico é o efeito causado pela ligeira diferença da radiação produzida e que atinja a película do lado do catódio com mais intensidade.

As observações e experiências, nos tem mostrado que realmente os raios X produzidos do lado do cátodo são mais intensos.

Quanto menor for D.F.F. e maior a película radiográfica, tanto mais se nota o efeito anódico. Essa diferença de intensidade nos indica a NECESSIDADE DE POSICIONARMOS O PACIENTE, sempre que possível, com a PARTE MENOS ESPESSA PARA O LADO DO ANÓDIO. Desta forma, teremos aproveitado o EFEITO ANÓDICO, conseguindo radiografias com equilíbrio de densidade.

O efeito anódico é bastante notado, principalmente nos exames torácicos de pacientes do sexo feminino, devido à superposição dos seios. Se a colocação do tubo estiver incorreta, ou melhor, se o anódio não estiver do lado de cima, indubitavelmente a radiografia apresentar-se-à defeituosa, com opacidade bastante acentuada na região da base pulmonar, impossibilitando muitas vezes um diagnóstico preciso.

Para saber onde se acham o anódio e o catódio no tubo, observa-se nos terminais dos secundários, onde estão gravados ou pintados os sinais + (positivo), e – (negativo). O POSITIVO (+) é o ânodo e o NEGATIVO (-) é o catódio.

Obrigatoriamente, em todos os aparelhos de raios X, quando o tubo esta a 90 graus (horizontal), o anódio deverá estar do lado de cima.

Mesmo que se dispense os maiores cuidados no manuseio do aparelho de raios X, é inevitável a tendência do tubo em diminuir sua capacidade de transformação de energias, o que vem dificultar sobremaneira a dosagem exata dos fatores elétricos, dosagem esta indispensável para manter-se o padrão radiológico. Fatores elétricos dosados, é sinônimo de Quilovoltagem e Miliaperagem EQUILIBRADOS. Para manter-se o equilíbrio , quando o tubo diminua sua capacidade de produção tem-se de recorrer às compensações na medida do necessário, a fim de MANTER-SE a uniformidade das radiografias. Aliás, não é tão fácil como apresenta ser, conseguir-se compensações adequadas, precisas, sem o risco de “grelhar” ou deixar “flou”uma radiografia.

Sabemos que os raios X são oriundos do ponto de choque dos elétrons quando caminham em grande velocidade e são detidos bruscamente. A atração e detenção dos elétrons é função do ânodo, que tem em sua extremidade uma placa de tungstênio, metal duríssimo que só se funde a uma temperatura de 3.300C., o único , aliás, que se conhece até o presente momento, capaz de resistir, até um certo ponto, repetimos, porque mesmo sendo um material duríssimo, de alto ponto de fusão, tende a formar estrias ao ponto que se dá o impacto dos elétrons (ponto focal) e quando isto sucede, o ânodo terá diminuído sua capacidade de atração, o que importa na diminuição da produção de raios X, pois os elétrons livres pelo aquecimento do filamento do cátodo, não serão aproveitados em quantidade suficiente, de modo a corresponder plenamente á quilovoltagem aplicada. Neste caso, teremos de recorrer à compensação aumentando alguns quilovolts. O aumento do KV tende a crescer com o decorrer do tempo, visto as estrias se acentuarem mais e mais pelo uso, é claro a placa se metaliza, tornando-se inútil, improdutiva, sendo por conseguinte imperiosa a substituição da ampola.

Com intuito de tornar a placa do anódio mais resistente ao impacto dos elétrons, os fabricantes idealizaram um sistema de ampola dotada do anódio rotativo. O ANÓDIO ROTATIVO, quando é excitado o tubo gira a uma velocidade surpreendente e por ser giratório, apresenta sempre à corrente catódica (feixe eletrônico) uma porção diferente de pontos focais, sendo destarte maior sua capacidade de resistência, em virtude de se aquecer infinitamente menos que os anódios fixos.

Além dos inconvenientes das estrias, o ânodo fixo se aquece em demasia e como sabemos que um corpo aquecido passa a liberar elétrons, é óbvio que nestas condições a atração anódica tornar-se-à bastante reduzida, caindo sensivelmente a produção de raios X. O anódio fixo é por assim dizer, INCONSTANTE; ora produz satisfatoriamente, ora não produz. Durante as primeiras radiografias o tubo se comporta muito bem, porém, depois de aquecido, passa a não corresponder a dosagem dos fatores elétricos aplicados. Já com o ânodo rotativo tal não se dá; sua produção é CONSTANTE da primeira á ultima radiografia, mesmo sendo elevado o número delas. Por isso os raios X produzidos no ânodo rotativo, são considerados melhores que os produzidos no ânodo fixo.
A maioria dos aparelhos atualizados são dotados de ampola com anódio rotativo.

Obtém-se a rotação do anódio por meio de um MOTOR DE INDUÇÃO.

O Fator Angulação relaciona-se com a ANGULAÇÃO ou POSIÇÃO do tubo. Quando não se trata de técnica especializada, a angulação do tubo deve ser de maneira que os raios X, ao atravessarem o objeto, atinjam a película em sentido PERPENDICULAR e que o R.C., incida no CENTRO da região a ser radiografada e no centro do filme. Quando o R.C. não incide no centro da região a ser radiografada, o lado que se acha mais distante do mesmo será projetado no filme bastante aumentado, aumento este causado pelos raios divergentes. Os raios mais próximos do R.C. são mais paralelos e consequentemente o lado da região correspondente será projetado na película com menos aumento. Uma radiografia tirada nestas condições, por certo apresentará as linhas do contorno do órgão deformadas, maior de um lado que de outro e a isto podemos chamar de DISTORÇÃO. Procuremos lembrar sempre que: QUANTO MAIS PRÓXIMOS DO RAIO CENTRAL, MAIS PARALELOS SÃO OS RAIOS E QUANTO MAIS DISTANTES, MAIS DIVERGENTES.

ANGULAÇÃO DO TUBO, refere-se à posição do tubo em determinado ÂNGULO, destinado a radiografar limitado órgão ou órgãos de uma região, notadamente do crânio, sem interferência de órgãos vizinhos SOB ou SOBREPOSTOS. Em outras palavras: a angulação do tubo, ou do paciente, em certos casos, destina-se a SUPRIMIR a SUPERPOSIÇÃO de órgãos, para que o órgão desejado se torne mais visível na radiografia.

É evidente que em conseqüência da angulação do tubo, a imagem se revele distorcida porém nestas circunstâncias, a distorção poderá ser considerada normal pelo fato de não haver outra alternativa. A imagem do objeto é projetada na película radiográfica, no sentido da angulação bastante aumentada. Quanto mais é angulado o tubo, maior será a distorção.

Só em casos excepcionais deverá ser angulado o tubo. Fora isso a angulação do tubo deve ser tal que o R.C. incida no centro da região a ser radiografada e no centro do filme e em sentido PERPENDICULAR.

Para se ter um sentido mais exato de que foi exposto, observa-se os esquemas abaixo, onde se notam as distorções, causadas uma pela NÃO centralização do R.C. e outra pela angulação DESNECESSÁRIA do tubo.

No sentido de evitar que as técnicas especializadas venham sofrer variações, em conseqüência de angulações incertas, o tubo é provido de um angulador, à semelhança do Goniômetro, dividido em GRAUS, de 0 do vertical, girando para a direita até 90 horizontal, girando para a esquerda, também até 90 do horizontal.

Fatores Elétricos

Fatores Elétricos

*Quilovoltagem (KV)
*Miliamperagem (mA)

Os Fatores Elétricos se relacionam com produção de raios x.
Os Fatores Elétricos, destacam-se dos demais por serem os raios X oriundos da própria eletricidade e como tal, é mister dosa-los muito bem para que os raios X produzidos sejam de qualidade e quantidade adequadas para determinadas espessuras e densidades de uma região respectivamente.

O KV como sabemos determina a quantidade dos raios X e por isso é aplicado de acordo com a espessura da região a ser radiografada e o mA determina a quantidade de raios X que é aplicado de acordo com a densidade da região a ser radiografada.

Quanto maior a espessura da região maior deverá ser a quilovoltagem e quanto mais densa a região maior deverá ser a miliamperagem. Por isso, os fatores elétricos deverão ser aplicados de maneira equilibrada pois só assim será possível produzir-se radiografias de padrão uniforme.
Sendo o KV responsável pela quantidade dos raios X, torna-se indispensável dosa-lo de acordo com a espessura de cada indivíduo.

Para calcularmos a quilovoltagem exata para cada região ou para cada indivíduo, dispomos de um instrumento de medida denominado espessômetro, inventado por Gregório Vidaureta, técnico da “General Elétrica”, que consiste em uma haste de alumínio, no formato de esquadro, sendo o lado mais longo dividido em centímetros e polegadas tendo presa ao mesmo outra haste que pode ser movimentada no sentido longitudinal, que serve para indicar o número de centímetros encontrados na região a ser radiografada. Usa-se centímetros e não polegadas para se medir a espessura. Mede-se a região a ser radiografada, no sentido da incidência dos raios X, isto é, no sentido em que os raios X vão atravessar o objeto, eo número de centímetros encontrados multiplica-se por dois e soma-se com a constante do aparelho (C.A.).

Exemplo:
Espessura 19cm C.A = 25 19×2=38 38+25=63KV

63 KV é quantidade adequada a radiografar.
Controla-se q quilovoltagem por meio de um dispositivo situado na mesa de comando, denominado Seletor de Quilovoltagem. De dez em dez KV ou de dois em dois kv.

Já a miliamperagem não é possível variá-la a maneira da quilovoltagem e sim de um modo que as únicas variações possíveis de se obter, são as de calibragem. Um aparelho por exemplo, de 200 mA, por meio do Seletor de miliamperagem, pode ser calibrado para: 200mA, 150mA, 100mA, 50mA, 25mA. A miliamperagem indicada pelo seletor, é a capacidade do aparelho.
Sempre que fizermos referências sobre a capacidade de determinado aparelho, devemos citar a capacidade de intensidade e capacidade de tensão; assim:-“tal” aparelho é de 100 mA e 90KV de capacidade. No entanto, para nós técnicos, apenas interessa a mA do aparelho, de modo que passaremos a citar a capacidade do mesmo, apenas pela miliamperagem; isto porque, todas as técnicas, sem exceção , são executadas baseadas na mA do aparelho, afim de que se possa determinar o tempo de emissão e por conseguinte a quantidade desejada de raios X.

As técnicas radiográficas são feitas de acordo com a região a ser examinada e como a densidade das regiões diferem, são necessárias diferentes quantidades de raios X. Além disso, os aparelhos são construídos em diferentes capacidades, de modo que temos de recorrer a outro fator, para que os diferentes aparelhos produzam exatamente a quantidade de raios X necessária para determinada técnica, ou para que aparelhos da mesma capacidade, produzam diferentes quantidades de raios X. Tempo é o fator que usamos para compensar a diferença de capacidade dos aparelhos e determinar a quantidade exata dos raios X que precisamos.Considera-se TEMPO (T), o período em que o aparelho emite raios X. A unidade de tempo em raios, é o segundo. Para regula-lo, os aparelhos dispõe de mecanismos próprios, denominados TIMER, que podem ser mecânicos ou elétricos. Os aparelhos atualizados são elétricos, interrompendo a emissão de raios X exatamente no tempo marcado. O timer situa-se na mesa de comando e de conformidade com a capacidade do aparelho determina 1 segundo ou mais segundos se dividem em décimos, centésimos e atualmente já existem aparelhos até com milésimos de segundo.

O mA (capacidade do aparelho) multiplicado pelo tempo de trabalho de um aparelho, nos fornecera o mAs que é o produto do aparelho num determinado tempo. mAs nada mais é do que uma determinada quantidade de raios X produzidos e pode ser definido da seguinte forma:
mAs é igual a mA multiplicado pelo tempo.
mA é a capacidade do aparelho. mAs é o produto do trabalho do aparelho em um determinado tempo.

Exemplo:
Se um aparelho de 200 mA de capacidade emitir raios X ou trabalhar durante 1 segundo, produzirá:

200mA x 1 = 200 mAs ( 200 vezes 1, é igual a 200 miliampéres por segundo).

200mAs é quantidade que o citado aparelho produzirá em um segundo de trabalho.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Esfenóide

O esfenóide é um osso complexo situado na base do crânio. Sua porção central, o corpo do esfenóide, é constituída por tecido ósseo esponjoso, em que os espaços medulares estão preenchidos basicamente por tecido adiposo (daí o característico hipersinal na ressonância magnética de crânio). Dentro do corpo do esfenóide está o seio esfenoidal, um espaço preenchido por ar e revestido por mucosa do tipo respiratório.
O esfenóide tem três importantes pares de apófises :
>a grande asa, cuja superfície interna contribui para a formação da base do crânio, correspondendo a porção anterior da fossa craniana média; a superfície externa forma a parede lateral da órbita.
>a pequena asa, que ajuda a formar a borda limitante entre as fossas cranianas anterior e média.
>a apófise pterigóide, dividida em placas lateral e medial, ajuda a compor a fossa ptérigo-palatina.

Doença de Sever

A doença de Sever é a talalgia (dor no calcanhar) apresentada por crianças e causada por uma lesão da cartilagem. O calcâneo (osso do calcanhar) desenvolve-se em duas partes. Até o osso endurecer completamente, entre os 8 e os 16 anos, as duas partes mantêm-se conectadas por uma cartilagem, a qual é mais macia que o osso. Ocasionalmente, uma atividade vigorosa ou uma tensão excessiva provoca o rompimento da cartilagem, causando uma dor localizada geralmente ao longo da borda do calcanhar.

A doença de Sever é diagnosticada quando uma criança que tenha participado de atividades atléticas sente dor ao longo da borda do calcanhar. Em alguns casos, o calcanhar encontra-se discretamente inchado e com um leve aumento de temperatura à palpação. Como as radiografias não detectam a lesão cartilaginosa, elas não são úteis para o médico, exceto para excluir a presença de uma fratura como como causa da dor. A cartilagem rompida acaba consolidando, geralmente após alguns meses.

Almofadas para o calcanhar colocadas nos calçados podem ser úteis, pois elas reduzem a pressão sobre o calcâneo. Algumas vezes, a imobilização do pé com um aparelho gessado pode ser útil.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Escore de cálcio

Escore de cálcio nas artérias coronárias


A aterosclerose é a formação de placas de gordura (ateromas) na parede das artérias. A doença arterial coronariana é o processo de aterosclerose que afeta as artérias do coração , chamada de artérias coronárias .

O crescimento progressivo dos ateromas nessas artérias, podem levar a um prejuízo do fluxo de sangue até o miocárdio (músculo do coração) , processo este , chamado de isquemia miocárdica crônica . O sofrimento do músculo cardíaco devido ao processo de aterosclerose coronariana é conhecido como cardiopatia isquêmica.

Outra complicação grave da aterosclerose , é a hemorragia ou rompimento da placa de ateroma , liberando fragmentos que caem na corrente sangüínea , podendo levar a formação de coágulos sobre sua superfície (trombose coronariana) , obstruindo a luz da artéria de uma forma abrupta e intensa . Este processo é chamado de acidente da placa de ateroma.

Nesta situação , ocorre um prejuízo significativo do fluxo de sangue (isquemia miocárdica aguda) , podendo levar a um quadro de angina do peito instável ou infarto do miocárdio , sendo ambos , potencialmente fatais. A doença arterial coronariana é a principal causa de morte em todo o mundo , afetando indivíduos de todas as raças.

Uma dos exames capaz de avaliar a presença e a gravidade da doença arterial coronariana , é o escore de cálcio das artérias coronárias.

O escore de cálcio:

O escore de cálcio quantifica a calcificação das artérias coronárias , um marcador da presença e da extensão da aterosclerose nessas artérias. A avaliação do escore de cálcio , acrescenta informações no diagnóstico da doença arterial coronariana , complementando outras informações de fatores de risco clínico, podendo alterar e/ou acrescentar condutas, principalmente em pacientes classificados como risco intermediário pelo escore de Framingham (este escore utiliza variáveis como sexo , idade , tabagismo , pressão arterial e níveis colesterol, para avaliar o risco de um infarto do miocárdio e morte em 10 anos de acompanhamento). Assim, aceita-se que o escore de cálcio traga as seguintes informações:

- Escore de cálcio negativo (CAC = 0) :indica uma baixa probabilidade de doença arterial coronariana e de eventos cardiovasculares futuros.

- A ausência de escore de cálcio , é também indicativa de baixo risco cardíaco em um período de 2-5 anos.

- Um escore de cálcio positivo (CAC > 0) confirma a presença de algum grau de doença arterial coronariana.

- Um valor de escore de cálcio alto (maior que 400 ou maior que o percentil 75 para a idade e sexo) significa risco moderado a alto de eventos clínicos em 2-5 anos.

- A medida do escore de cálcio é preditora independente de eventos cardíacos e acrescenta valor prognóstico (nível de gravidade) em relação aos fatores de risco tradicionais do escore de Framingham e à proteína C reativa (PCR ultra sensível).

- A quantificação do escore de cálcio pode alterar a conduta clínica, principalmente em pacientes de risco intermediário pelo escore de Framingham (exemplo: diminuir o nível desejado do LDL-C ou "colesterol ruim" , ou seja , ao invés de 130mg/dl , um valor abaixo de 100mg/dl).

Limitações do escore de cálcio:

O escore de cálcio tem suas limitações e não deve ser utilizado para estimar a presença de obstruções nas artérias , para monitoramento de resposta ao tratamento , fase aguda da doença arterial coronariana (exemplo: após ainfarto do miocárdio) ou em pacientes que já tenham documentação de uma doença arterial coronariana comprovada .

Indicações do escore de cálcio:

- Pacientes assintomáticos com risco intermediário de eventos cardíacos (10-20% em 10 anos) , pelos critérios de Framingham (que avalia o risco pela idade , sexo , tabagismo , pressão arterial sistólica , colesterol total e HDL-C ou "colesterol bom").

- Pacientes assintomáticos com histórico familiar de doença arterial coronariana precoce.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Prova

CONCURSO PÚBLICO
PREFEITURA DE GOIÂNIA
Técnico em Radiologia

Conhecimentos específicos na aérea de atuação:

Questão 21( UFG)
O estudo radiológico das mastóides ,pela técnica convencional , poderá ser feito nas seguintes incidências.

a) Towne, Stenvers, Guillen, Schuller.
b) Chaussé III, Guillen, Waters , Schuller.
c) Ferguson, Towne, Law, Schuller.
d) Towne , Hirtz , Waters modificada, Schuller.

Questão 22( UFG)
Paciente tem escoliose lombar destro-convexa na incidência AP. Para se realizar a incidência lateral ( perfil) , o paciente deverá permanecer em :

a) Decúbito lateral esquerdo.
b) Decúbito lateral direito.
c) Decúbito lateral direito em hiper-extensão.
d) Decúbito lateral esquerdo em flexão máxima.

Questão 23( UFG)
A radiografia convencional do tórax deverá ser tomada com paciente em:

a) Decúbito dorsal e o tubo de RX à distância de 1,0m.
b) Ortostatismo e o tubo de RX à distância de 1.50m
c) Ortostatismo e o tubo de RX à distância de 1.80m
d) Ortostatismo, PA inspiração profunda e apnéia, com tubo de RX à distância de 1.80m

Questão 24( UFG)
A incidência lordótica do tórax é solicitada quando existe suspeita de :

a) Lesão dos lobos superiores e inferiores.
b) Lesão dos lobos superiores e ou lesão do lobo médio
c) Cardiomegalia
d) Pneumotórax no ápice do tórax.

Questão 25( UFG)
Paciente de 2m de altura , corpo proporcional a esta altura , se submeterá a exame radiográfico do abdome. Neste caso o paciente deverá permanecer em .

a) Decúbito dorsal, inspiração profunda e apnéia , tubo 1,0m de distância( altura).
b) Decúbito ventral, inspiração e apneia , tubo 1,20 de distância.
c) Decúbito dorsal , expiração e apnéia , 1,0 de altura do tubo.
d) Decúbito dorsal, expiração e apnéia tubo a 0,80 de altura.

Questão 26( UFG)
Incidência lateral(perfil) de coluna dorsal deve ser realizada com o :

a) Paciente em decúbito lateral direito em taquipnéia..
b) Paciente em decúbito lateral direito em apnéia após inspiração profunda.
c) Paciente em decúbito lateral direito ou esquerdo em taquipnéia.
d) Paciente em decúbito lateral direito ou esquerdo, dependendo da escoliose sinistro-côncava, respectivamente em taquipnéia.

Questão 27( UFG)
O exame Spot filme da sela túrcica é realizado em :

a) Fronto-naso, perfil, Towne.
b) Mento-naso, Hirtz, perfil.
c) Hirtz , Stenvers, perfil.
d) Fronto-naso, Towne, Schuller.

Questão 28( UFG)
O clínico suspeita que o paciente tem uma lesão na traquéia torácica . Neste caso , poderá ser feita radiografia de :

a) Tórax PA, perfil, planigrafia linear.
b) Tórax PA, perfil, planigrafia helioidal.
c) Tórax PA , perfil, perfil em extensão.
d) Tórax PA penetrado,perfil, PA em flexão.

Questão 29( UFG)
Em caso de suspeita clínica de corpo estranho em via respiratória tóracica deverá ser feita radiografia de :

a) Tórax PA em inspiração e apnéia.
b) Tórax AP em expiração e apnéia .
c) Tórax frontal em inspiração e expiração , apnéia e perfil em inspiração e apnéia.
d) Tórax em PA e perfil.

Questão 30( UFG)
A tomografia computadorizada do ouvido deverá ser realizada

a) Com filtro Sharp, 1,0 ou 2,0 mm em axial.
b) Com filtro Smooth, 3,0 ou 4,0 em axial e coronal.
c) Com filtro Standard, 3,0 mm espessura em axial e coronal.
d) Com filtro Sharp, axial e coronal, 1,0 ou 2,0 mm.



Questão 31( UFG)
São fatores de proteção radiológica do paciente:

a) Avental plúmbifero , parede baritada, colimação, cones e diafragma.
b) Avental plúmbifero, colimação , cones e diafragma.
c) Kilovoltagem baixa , miliamperagem.
d) Avental plúmbifero, biombo, luvas.

Questão 32( UFG)
A teleradiografia de tórax é realizada com a finalidade de :

a) Ampliar a aérea cardíaca
b) Reduzir a radiação secundária.
c) Evitar a ampliação radiográfica.
d) Reduzir o KV.

Questão 33( UFG)
A radiografia do crânio deve ser preferencialmente , realizada :

a) Em AP
b) Em PA
c) Em AP ou PA , indiferentemente.
d) Sem diafragmar.

Questão 34( UFG)
O manitol, no serviço de radiologia é utilizado para :

a) Acalmar o paciente.
b) Melhorar a qualidade do colecistograma.
c) Limpeza intestinal
d) Evitar alergias.

Questão 35( UFG)
Na mamografia, geralmente são utilizados filmes

a) 13x18
b) 18x24
c) 24x30
d) 25x32

Questão 36( UFG)
Um paciente necessita de urografia excretora e enema opaco. Neste caso:

a) A urografia excretora deve ser realizada primeiro .
b) enema deve ser realizado primeiro.
c) Os dois exames podem ser realizados simultaneamente .
d) A ordem de realização dos exames não interfere no resultado.
Questão 37( UFG)
As colgaduras fazem parte do processo de :

a) Realização do exame.
b) Radioproteção
c) Revelação
d) Redução da kilovoltagem.

Questão 38( UFG)
O gerador de Raios X é utilizado para :

a) Produzir a radiação.
b) Retificar a corrente alternada.
c) Manter o KV e o Ma.
d) Reduzir a radiação secundária.

Questão 39( UFG)
A chamada “posição de nadador” é utilizada para :

a) Radiografar o ombro em oblíqua.
b) Examinar o externo
c) Pesquisar fraturas de arcos costais anteriores.
d) Estudar fraturas de vértebras lombares.

Questão 40( UFG)
A função do Potter- Bucky é :

a) Melhorar a incidência.
b) Reduzir a radiação secundária
c) Impedir a movimentação do filme
d) Proteger o paciente dos raios moles.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sulfato de bário

Contraste a base de
Sulfato de bário (baso4)


Em 1910 Bachem e Gunther descreveram o uso de sulfato de bário como contraste para a exploração do TGI.
Sua utilização é feita por via oral ou retal em clister, sob a forma de suspensões preparadas no momento ou já prontas para uso, para obter o contraste dos vários segmentos do tubo digestório.
O sulfato de Bário é a principal forma de contraste artificial aos procedimentos de exames radiográficos do Sistema Digestório apresentando-se sob a forma de Sulfato de Bário fino ou espesso, é um agente radiopaco capaz de barrar os rx.
O sulfato de bário tem naturalmente de ser quimicamente puro.
Caracteristicas:
sulfato de bário é um sólido cristalino em pó branco com a fórmula BaSo4,é ínsolúvel em água e gordura mas é solúvel em ácido sulfúrio concentrado, é muito comun em minérios de bário.
A transformação em sais solúveis formam compostos altamente tóxicos:
Carbonato de bário (um veneno de rato).
O tamanho das partículas e a viscosidada que determinam a velocidade de sedimentação das particulas e a sua maior ou menor capacidade de revestir as mucosas.
Os Principais exames realizados com este contraste são:
O enema opaco, a radiografia de esôfago, estômago,intestinos e vasos da base do coração. A absorção desta substância, tanto por via oral quantopor via retal, pode levar a reações tóxicas, que surgem nas primeiras horas após o uso.
Os sintomas de intoxicação por bario são:
· Náuseas, vômito, diarréia, dor abdominal, agitação, ansiedade;
· Astemia, lipotemia,sudorese;
· Tremores, fibrilação muscular, hipertomia dos músculos da face e do pescoço,
dispnéia, arritmia cardiaca;
· Parestesias de membros superiores e inferiores;
· Crises convulsivas e coma.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meios de contraste

MEIOS DE CONTRASTE IODADO

Os meios de contraste iodados são substâncias radiodensas capazes de melhorar a especificidade das imagens obtidas em exames radiológicos, pois permitem a diferenciação de estruturas e patologias vascularizadas das demais.



ASPECTOS GERAIS

A estrutura básica dos meios de contraste iodados é formada por um anel benzênico ao qual foram agregados átomos de iodo e grupamentos complementares, onde estão ácidos e substitutos orgânicos, que influenciam diretamente na sua toxicidade e excreção.

Na molécula, o grupo ácido (H+) é substituído por um cátion (Na+ ou meglumina), dando origem aos meios de contrastes ditos "iônicos", ou por aminas portadoras de grupos hidroxilas denominando-se, neste caso, "não iônico".

Todos os meios de contraste iodados utilizados regularmente são muito hidrofílicos, tem baixa lipossolubilidade, peso molecular inferior que 2000 e pouca afinidade de ligação com proteínas e receptores de membranas. Distribui-se no espaço extracelular, sem ação farmacológica significativa.

Os meios de contraste podem ser encontrados em apresentações para uso endovenoso, intratecal, oral ou retal.

Os contrastes iodados não iônicos (baixa osmolalidade) apresentam vantagem em relação à segurança sobre os agentes iônicos, e são de um custo mais elevado. Os contrastes iodados hidrossolúveis não iônicos para uso intratecal são preferíveis aos contrastes de base oleosa (iodenidilato) e agentes não iônicos (metrizamina) usados em estudos mielográficos. As vantagens dos agentes não iônicos são a melhor evidenciação de estruturas como: raízes e bainhas nervosas na TC. A desvantagem dos agentes não iônicos par uso intratecal durante reabsorção pelo sistema nervoso, podem provocar alterações nas condições mentais, náuseas, vômitos, e raramente convulsões. Estes efeitos podem ser minimizados pela hidratação do paciente.



PROPRIEDADES RELACIONADAS A SEGURANÇA E EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTRASTE



DENSIDADE: (g/ml)

Nº de átomos de iodo por mililitro de solução;

VISCOSIDADE:

· A força necessária para injetar a substância através de um cateter aumenta geometricamente com a concentração da solução e com o peso molecular;

não iônicos diméricos tem maior viscosidade que não iônicos monoméricos;

· A viscosidade é menor quanto maior for à temperatura (por isso que se deve aquecer gradativamente os meios de contraste não iônicos à temperatura corporal antes de sua administração).

OSMOLALIDADE:

· Função definida pelo nº de partículas de uma solução por unidade de volume;

Os contrastes iônicos têm maior osmolalidade do que os não iônicos porque dissociam cátions e ânions na solução.

CONDIÇÕES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO EXAME

· Via de administração: determina, em parte, a quantidade de substância que chegará ao órgão estudado;

· Dose de contraste;

· Velocidade de injeção;

· Calibre do cateter: em função da viscosidade da solução utilizada;

· Temperatura da substância: principalmente no uso de contrastes não iônicos (interfere na sua viscosidade);

· Retardo e tempo de scan: maximizar o estudo da fase arterial venosa.

EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTRASTES

A eficácia de um meio de contraste depende não apenas das propriedades farmacológicas de sua molécula, mas principalmente de sua capacidade de atenuação de Raios-X. A atenuação dos Raios-X por um agente de contraste depende da concentração de iodo, da distância percorrida, pelo fóton de Raios-X através da solução iodada e ainda da energia do fóton. Quanto maior a concentração de iodo na solução, maior será sua capacidade de atenuar Raios-X.

O uso de contraste iodado não iônico é mais freqüente utilizado por sua segurança e maior tolerabilidade pelo paciente do que por um significante aumento da eficácia, porém são de um custo mais elevado. O contraste não iônico é bastante utilizado em crianças e idosos por oferecer uma maior segurança ao paciente.

CUIDADOS ANTES DA INJEÇÃO DE CONTRASTE

· Identificar os fatores de risco e benefício potencial de seu uso;

· Avaliar as alternativas de métodos de imagem que possam oferecer o mesmo diagnóstico ou ainda sejam superiores;

· Certificar-se da indicação precisa do meio de contraste;

· Estabelecer procedimentos de informação do paciente;

· Ter previamente determinada a política no caso de complicações.

CLASSIFICAÇÃO E INCIDÊNCIA DAS REAÇÕES ALÉRGICAS



As reações alérgicas aos meios de contraste, apesar de pouco freqüentes (Uma em 400.000 casos) são inevitáveis, podendo variar em severidade, e podendo ocorrer após uma única administração ou após múltiplas.

CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA DAS REAÇÕES ADVERSAS AOS MEIOS DE CONTRASTES

Reações idiossincráticas (anafilactóides),

Reações não idiossincráticas.

· Efeitos tóxicos diretos:

Osmotoxidade

Quimiotoxidade

Toxicidade direta órgão – específica

Nefrotoxidade

Cardiotoxidade

Nefrotoxidade

· Reações vasomotoras:

Reações combinadas

QUANTO AO GRAU DE SEVERIDADE

São classificados conforme principais sintomas:

· Leve: geralmente não requer tratamento medicamentoso (autolimitada), sendo necessária apenas observação.

· Moderada: clinicamente mais evidente do que a reação leve requer observação cuidadosa e freqüentemente tratamento medicamentoso.

· Severa (grave): necessita atendimento imediato, pois apresenta maior morbiletalidade, e requer hospitalização. Pode ter como pródrome reações leves/ moderadas.

· Fatais: As causas mais comuns de óbitos incluem colapso cardiorespiratório, edema pulmonar, coma, broncoespasmo intratável e obstrução da via aérea (edema de glote).

Reações adversas leves:

Náusea/vômito

Alteração do paladar

Sudorese/leve palidez

Calor

Prurido

Exantema

Cefaléia discreta

Rubor

Congestão nasal

Tontura

Calafrios

Espirros

Ansiedade

Tremores

Inchaços em olhos e boca



Reações adversas moderadas:

Vômitos intensos

Laringoespasmo

Dor tórax e abdome

 Edema facial

Rigidez

Urticária intensa

Hipertensão

Dispnéia – sibilos

Broncoespasmo

Hipotensão

Cefaléia intensa

Mudança na freqüência Cardíaca



Reações adversas graves: Potencialmente apresentam risco de vida, com moderados ou graves sintomas associados à:



Inconsciência

Arritmias com repercussão clínica

Convulsão

Parada cardiorespiratória

Edema agudo de pulmão

Colapso vascular severo



Estima-se que algum tipo de reação adversa ocorra em 5 –12 % os pacientes que utilizam contraste iônico hiperosmolar, a grande maioria delas sendo de baixo risco (leve/moderada) e que não necessitam tratamento específico. Apenas 3,1% dos pacientes que utilizam contraste não iônico apresentam algum tipo de reação adversa.

Reações fatais podem também ocorrer na administração de agentes não iônicos, mesmo em pacientes que já receberam contrastes previamente sem qualquer sintoma de reação adversa.

QUANTO AO TEMPO DECORRIDO APÓS A ADMINISTRAÇÃO



· Reações adversas agudas: são aquelas que ocorrem no período que o paciente está em observação no serviço de radiologia. A grande maioria delas é imediata ou ocorre nos primeiros 5 a 20 minutos após a administração do agente.



· Reações tardias: ocorrem após o paciente deixar o serviço de radiologia, de modo que sintomas e sinais variados podem se manifestar, tais como trombose venosa e necrose de pele, quadro clínico semelhante ao resfriado comum por iodo ou mesmo problemas cardíacos como insuficiência e arritmias.

ALTERAÇÕES FUNCIONAIS INFLUENCIADAS PELOS AGENTES DE CONTRASTE IODADOS NOS ÓRGÃOS E NAS ESTRUTURAS VASCULARES

· Efeitos na viscosidade sanguínea,

· Efeitos na coagulação;

· Efeitos na função cardiovascular;

· Efeito na função pulmonar;

· Efeito na função renal;

· Efeito na função hepática;

· Efeito na função tiroideana;

· Efeito na parede dos vasos;

· Efeito nos testes de laboratório.